Juízes federais de Bauru discutem Judiciário na ITE
Juízes federais de Bauru discutem Judiciário na ITE
Os juízes federais de Bauru, em apoio à convocação da Associação dos Juízes Federais do Brasil
(Ajufe), realizaram ontem, na Instituição Toledo de Ensino (ITE), um ato público onde discutiram temas como a morosidade da Justiça, o controle externo do Judiciário, a estrutura dos órgãos do Poder, os subsídios dos juízes, extinção dos juízes classistas, a fixação do teto da remuneração dos servidores públicos.
Os juízes federais pregam a aceitação por parte do Governo Federal, do teto salarial de R$ 12.720,00, já acatado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sem a fixação do teto, os magistrados afirmam que os gastos para a União são ainda maiores e, com ela, se corrigirá graves distorções na remuneração paga aos servidores.
Outro ponto de destaque, segundo o Juiz Federal Titular da 2.ª Vara de Bauru, Friedmann Anderson Wendpap, é o debate em relação à estrutura dos órgãos do Poder. Para ele, o que ocorre hoje no país pode ser visto sob o mesmo ângulo que a "fugimorização", onde o presidente eleito Alberto Fugimori, "promoveu um golpe civil e a primeira providência foi fechar o Judiciário.
É, também, uma alusão à postura do Governo, que praticamente transformou o Legislativo num apêndice".
Wendpap criticou também as declarações feitas pelo Senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), calssificando-as como "bobagens". ACM disse que se o Tribunal Superior do Trabalho (TST) não votar de acordo com os interesses do Governo em relação a indexação dos salários por causa da inflação, eles iriam extinguir o TST.
O debate contou com a participação dos quatro juízes federais de Bauru: Nelton Agnaldo Moraes dos Santos (Juiz Federal Titular da 1.ª Vara), João Eduardo Consolin (Juiz Federal Substituto da 1.ª Vara) Friedmann Anderson Wendpap
(Juiz Federal Titular da 2.ª Vara) e José Francisco da Silva Neto (Juiz Federal Substituto da 2.ª Vara)