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Saúde

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 3 min

Saúde quer parcerias para viabilizar o atendimento

Saúde quer parcerias para viabilizar o atendimento

Texto: Adriana Amorim

A Secretaria Municipal de Saúde não tem muito o que comemorar hoje, no Dia Mundial da Saúde, mas resume em uma palavra a saída para as dificuldades em conseguir oferecer qualidade nos serviços de saúde: a palavra

é "parceria".

Para viabilizar o atendimento e execução dos programas nos núcleos de saúde e nos prontos-socorros, a secretaria vai buscar este ano a realização de parcerias. O trabalho conjunto deve ser proposto a universidades, empresários e à comunidade em geral. As universidades, por exemplo, podem colaborar com o fornecimento de estagiários que substituiriam novas contratações.

A secretária Eliane Fetter Telles Nunes adianta que o orçamento para a compra de medicamentos não será suficiente para manter os núcleos o ano inteiro. A intenção

é realizar cortes e parcerias em setores da secretaria para conseguir recursos para a compra de remédios. "Se conseguirmos fazer parcerias, dará para fazer praticamente tudo o que está no plano diretor. O dinheiro, com certeza, será insuficiente", diz. "As coisas vão voltar a andar, mas as perspectivas do futuro da saúde são preocupantes porque há corte de verbas e tabelas desatualizadas, mas existe mobilização para que tentativa de solução".

Comemoração

Para a secretária, embora o Município não sirva como um exemplo na prestação dos serviços de saúde, Bauru tem aspectos positivos que podem ser comemorados hoje. "Bauru tem motivos para comemorar. Não está com uma saúde perfeita. É uma saúde meio debilitada, mas já conseguimos encaminhar algumas coisas".

Na lista do que pode ser encarado como positivo para a saúde local, Eliane cita desde a contratação de 27 novos médicos, a aquisição de duas ambulâncias e a inauguração do núcleo de saúde da Vila São Paulo, até a compra de geladeiras para armazenamento de vacinas, a regularização com os fornecedores da Prefeitura e a implantação de vários programas.

Segundo Eliane, os medicamentos básicos, como os utilizados para os programas de hipertensão, diabetes e alguns antibióticos, também começaram a chegar no último mês nos núcleos de saúde e devem continuar a ser entregues gradativamente. A estimativa é de que a situação seja regularizada dentro de aproximadamente três meses. Outras licitações licitações já estão sendo realizadas na tentativa de não deixar as prateleiras vazias.

A secretária frisa, no entanto, que não cabe à secretaria oferecer todos os tipos de remédios nas unidades.

"O que a população não entende é que a Secretaria de Saúde nunca vai poder suprir todos os medicamentos existentes, mesmo porque existem mais de 35.000 medicamentos comercializados", explica. "Nós suprimos o básico porque o nosso compromisso é com o atendimento básico".

Elaine diz também que a intenção da secretaria

é viabilizar a medicina preventiva, que atualmente cede espaço para os projetos curativos, mais caros e menos eficientes. Eliane acredita que o trabalho desenvolvido pelos agentes comunitários

- projeto que deve ser colocado em prática este semestre

- nos bairros pode ser o primeiro passo para que esse quadro seja alterado.

Conferência vai discutir a municipalização da saúde

"Os desafios da municipalização"3ª Conferência Municipal de Saúde, que será realizada entre os dias 23 e 25 deste mês. Gerstão do fundo municipal de saúde e o sistema municipal de saúde.

Está sendo realizada depois de oito pré-conferências. O tema foi escolhido porque Bauru assumiu a municipalização plena dos serviços de atenção básica desde o segundo semestre do ano passado. "Esse é o grande desafio hoje: como o Município vai dar conta da municipalização e dos serviços", explica a vereadora Maria José Majô Jandreice, membro do Conselho Municipal de Saúde e da Comissão de Saúde da Câmara.

A projeto não foi cumprido como foi concebido, como na questão do financiamento e quye os três níveis seriam responsáveis pelo gerenciamento, prestação de serviços e financiar. Vem sendo financiado mais pelo governo municipal.

É uma ocasião em que a comunidade pode apontar alternativas. São situações deliberativas que tiram as resoluções que deve ser transformada em plano municipal de saúde.

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