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Márcia Buzalaf
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CPFL deve cortar atendimento ao público, diz Sindicato

CPFL deve cortar atendimento ao público, diz Sindicato

Texto: Márcia Buzalaf

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) deve cortar em breve o atendimento pessoal no distrito de Bauru, que deve ser centralizado na cidade de Campinas, através do serviço chamado de Call-Center.

Esta afirmação foi feita pelo diretor do Sindicato dos Eletricitários em Campinas, com subsede em Bauru, Jesus Francisco Garcia, 44 anos. Segundo ele, a alteração faz parte da restruturação da nova empresa privada.

"A empresa vem se restruturando, rumo ao projeto de modernização", explica ele. Modernidade, Garcia afirma, é entendido como corte de gastos, aumento de produtividade e a deterioração das condições de trabalho para a empresa.

Depois da reclassificação dos consumidores de baixa renda, ocorrida em dezembro, Garcia diz que o próximo passo da empresa é reestruturar os recursos humanos.

De cara, o corte seria motivo de demissão de pelo menos 16 funcionários na cidade, somando 172 nos 20 distritos do Estado todo. Vale lembrar que o corte no atendimento também deve ser feito na região, nos distritos de Marília, Botucatu e Jaú. "Deve fechar em todas - e a região deve ser bem prejudicada", defende Garcia.

Neste caso, na opinião do sindicalista, a qualidade da prestação de serviço pode ser seriamente prejudicada, na opinião de Garcia: "Você imagina o cara que mora em uma favela em Bauru, num dia de chuva, a casa sem energia, e ele indo em um orelhão para ligar neste Call-Center em Campinas".

Por estes motivos, Garcia defende, a importância de garantir as cláusulas trabalhistas no acordo coletivo. A data-base da categoria é em junho. "Nós antecipamos a discussão da data-base por este motivo", alega.

Apesar de Garcia afirmar que os próprios funcionários da CPFL em Bauru já estão cientes do término do atendimento público, a assessoria de imprensa da CPFL diz que o serviço não vai ser fechado. A empresa, entretanto, nega uma carta oficial ao sindicato dizendo que o atendimento não será fechado. A polêmica permanece e, segundo Garcia, a discussão deve ir longe.

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