Câmara investiga uso de fax em denúncia contra diretor da Funai
Câmara investiga uso de fax em denúncia contra diretor da Funai
Texto: Josefa Cunha
A Câmara Municipal de Bauru está apurando o possível envolvimento de funcionário ou vereador na utilização do fax da instituição para o envio de uma "carta-denúncia" contra o diretor regional da Funai, Rômulo Siqueira de Sá. O fax, subscrito por um cidadão de nome desconhecido (não se sabe se ele realmente existe), foi encaminhado ao presidente da Funai em Brasília contendo uma série de acusações contra Sá, entre elas a má-versação de verbas por parte do diretor do órgão em Bauru.
Após receber as denúncias, a presidência da Funai interpelou o chefe regional do órgão a explicá-las, comunicando que as acusações haviam partido do Legislativo de Bauru. Dias depois, o fato chegou ao conhecimento do presidente da Casa, Paulo Madureira, através de um ofício no qual Rômulo Siqueira de Sá exigia justificativas a respeito do fax. No mesmo ofício, o diretor regional informou que o caso também fora levado à Polícia Federal, no sentido de que fosse instaurado inquérito para a apuração dos responsáveis pela denúncia.
No âmbito da Câmara, o caso foi encaminhado ao departamento jurídico para as providências cabíveis. Em parecer preliminar, o advogado da Casa, Paulo Lauris, teria solicitado informações à diretoria administrativa sobre os critérios vigentes para a utilização do aparelho de fax. A resposta enviada, porém, foi considerada insuficiente por Lauris, que voltou a requerer explicações mais detalhadas ao setor administrativo.
As novas informações devem chegar às mãos do consultor jurídico nos próximos dias. Se julgá-las suficientes, Lauris emitirá parecer opinando sobre as providências cabíveis, que podem inclusive, apontar para a instalação de uma sindicância. A investigação, entretanto, dependeria da decisão do presidente da Câmara.
Segundo comentários extra-oficiais, a pessoa que teria passado o fax é visitante assídua do gabinete da vereadora Catarina Carvalho (PPB), que, ainda conforme as especulações, teria aquiescido a utilização do aparelho. O uso do fax para fins particulares configura falta grave, passível de advertência e até demissão do funcionário(s) responsável. Já o envolvimento de vereador poderia caracterizar falta de decoro, uma infração que pode resultar abertura de Comissão Especial de Inquérito
(CEI).