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Carne de pescoço
Surge uma denúncia que vai requerer uma boa explicação do setor de compras na Prefeitura. Foram adquiridos, em abril deste ano, segundo o vereador Rogério Medina, 28 mil quilos de carne bovina, do tipo patinho, a R$ 4,72 o quilo, uma fatura de R$ 132 mil. O preço de mercado para compra, no varejo,
é de cerca de R$ 3,50.
O prefeito Nilson Costa assistiu à sessão da Câmara pela TV e, logo após o pronunciamento de Medina, ligou para a presidente da Comissão de Licitação, Maristela Gebara, para obter informações. Apesar de cada compra ter suas particularidades, o prefeito soube que o fornecedor vai entregar o produto em etapas e que, por esse e outros motivos a serem esclarecidos no dia de hoje, o preço pode ter subido.
Venda de risco
Pelo raciocínio básico que lhe foi apresentado, o fornecedor da carne corre riscos ao fazer a venda desta maneira, por um preço que seria fixo durante todo o prazo de entrega
(vários meses), independente de uma possível alta do produto no mercado ou não. Daí o valor quase 40% maior. É preciso aguardar para ver o que diz a Lei de Licitação.
Pato ou patinho?
A questão apresentada por Rogério Medina suscitou alguns debates já na sessão de ontem. Com boa dose de ironia, o vereador João Parreira de Miranda disse que a carne era de pato e não "patinho", por isso estava tão cara. Somente hoje se poderá ter uma visão mais clara sobre o caso.
Mal-estar no PPS
O presidente da comissão provisória municipal do PPS, Luiz Joaquim Junior, enviou uma carta a respeito da manifestação do deputado João Herrrmann, presidente estadual do partido, que desautorizou a reunião que criou a provisória local. Para Luiz Joaquim, a fala de Herrmann causou profundo mal-estar.
Legenda de aluguel
Segundo ele, o PPS existe de fato em Bauru porque disputou as duas últimas eleições com chapa própria de vereador. Além disso, critica o posicionamento da direção estadual nas duas últimas eleições, quando, segundo a nota, "a legenda foi negociada com pingentes políticos, o que lhe trouxe um prejuízo de imagem perante a opinião pública".
Perguntas
Por fim, os atuais interlocutores do PPS local perguntam a Herrmann:
"Qual é o mal que um partido forte, estruturado e independente causará? Quem serão os prejudicados, tanto em Bauru como a nível de regional, a ponto de causar tanta irritação?"
Comércio do vale
O vereador Luiz Carlos Valle (PDT) lançou, ontem à noite, na sessão da Câmara, uma discussão sobre um assunto preocupante. Valle quer um levantamento sobre a troca de vales-compra na cidade. O alvo da apuração
é a possível existência de intermediação irregular. Vários vereadores "compraram" idéia
é apoiaram o levantamento.
Operação vale-compra
Requerimento enviado ao prefeito quer saber quem recebe pelos vale-compra e quanto. As informações podem levar a intermediários. A pergunta que merece resposta é com que interesse terceiros poderiam "comprar" vale-compra na rede para, possivelmente, receber depois da Prefeitura?
Cambista da fome
O servidor não pode ser manobrado com a compra de alimentos. Nem seria admissível a existência de "cambista" para tratar de compra, venda e troca do ticket. Até porque,
é sabido que em todo comércio o atravessador sempre ganha bem pelo serviço. E o consumidor é quem paga a conta. Nesse caso, a vítima pode ser o servidor.
Pesquisa de mercado
Vereadores alertaram, na sessão de ontem para que o servidor municipal pesquise os preços dos produtos da cesta básica na hora de ir a um supermercado. O ideal é que a pesquisa seja feita em diferentes estabelecimentos, no final e no meio de cada mês, para efeito de comparação.