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Comentário econômico

Paulo Toledo
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Economia&Negócios

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Paulo Toledo

Banespa

Apesar de ainda não terem sido notificados oficialmente, o Banco Central (BC) e o Ministério da Fazenda começam a definir a estratégia que adotarão para tentar cassar a liminar da 15.ª Vara Cível de São Paulo que suspendeu a privatização do Banespa. A liminar foi obtida em ação cautelar impetrada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Ações

O Governo do Estado de São Paulo decide, nos próximos dias, se insere ou não no leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) as ações da empresa que estão em poder do Banespa e da Nossa Caixa. Juntas, essas duas instituições financeiras detêm 23,19% das ações ordinárias da geradora de energia paulista, que, se forem a leilão poderão elevar substancialmente o preço mínimo das três empresas oriundas da cisão da Cesp. O secretário de Energia

Afugentar

Membros do governo paulista reconhecem que um preço muito alto poderá afugentar interessados. Na avaliação de analistas e consultores, o Banespa é quem mais tem a ganhar com a venda destes papéis no leilão da Cesp. O banco é dono de 12,61% das ordinárias e 26,92% das preferenciais da geradora e tem seu resultado fortemente influenciado pelas oscilações de mercado, o que obriga a instituição a fazer grandes provisões.

Álcool

Por decisão do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool, a Petrobrás irá comprar álcool hidratado combustível, de acordo com o levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) do estoque do produto. As aquisições serão feitas em leilões públicos, realizadas por iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A decisão visa tirar do mercado o excedente de álcool, de forma aumentar o preço do produto.

Moody's

As notas B2 da dívida em divisas e Caa1 dos depósitos bancários do Brasil "refletem a alta vulnerabilidade" do País as mudanças repentinas do grau de confiança dos investidores, segundo uma análise da Moody's. Apesar desta posição, a empresa de avaliação financeira qualifica as perspectivas destas notas de estáveis.

Afetada

A nota do Brasil segue sendo afetada pela grande necessidade de divisas externas e pelo crescimento limitado das exportações, do mesmo modo que pelo fardo que representa a dívida e o importante déficit no orçamento, destaca a agência.

Café

As exportações brasileiras de café aumentaram 155,5% no mês de março, chegando aos 2.267.444 sacos, contra os 887.352 sacos de março do ano passado, segundo os dados da Organização Internacional do Café

(OIC). De acordo com os dados provisórios da OIC, as exportações mundiais de café (Arábica e Robusta) se elevaram no total a 8.070.245 sacos em março, uma alta de 18,2% em relação aos 6.826.718 sacos exportados em março de 98.

Crescente

No total, entre outubro de 98 e março de 99, o Brasil exportou 11.609.354 sacos (60 quilos) de café, contra os 6.995.096 sacos exportados entre outubro de 97 e março de 98, o que significa um aumento interanual de 66%, assinalou a OIC. Essa importante elevação das exportações brasileiras se explica pela crise financeira que abalou o Brasil em janeiro, resultando numa forte desvalorização do real.

Impostos

A valorização dos impostos não declaratórios como uma das formas de simplificação e ampliação da base tributária foi defendida pelo presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, Joaquim Fonseca Júnior, em depoimento na Comissão Especial de Reforma Tributária da Câmara. Fonseca Jr. defendeu a redução das alíquotas e do número de tributos, condenou o pagamento de impostos antes do recebimento do valor das transações, como hoje ocorre em alguns casos.

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