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Demissão voluntária

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Cesp abre PDV para funcionários

Cesp abre PDV para funcionários

Texto: Márcia Buzalaf

Foi aberto o Programa de Demissão Voluntária (PDV) para os funcionários da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). O programa prevê o pagamento de 80% da remuneração por ano trabalhado, com um teto de 16 remunerações.

Quem aderir ao programa terá a manutenção do plano de assistência médica e odontológica por um ano. Além disso, o trabalhador que aderir ao PDV não poderá ser recontratado por nenhuma das empresas cindidas enquanto elas tiverem sob a responsabilidade do governo estadual.

Para o diretor do Sindicato dos Eletricitários em Campinas, com subsede em Bauru, Jesus Francisco Garcia, 44 anos, a medida

é tradicional nas vésperas da de uma privatização, que atualmente está suspensa.

Por este motivo, o sindicato está orientando os funcionários da Cesp a não tomarem atitude precipitada, inclusive porque o acordo coletivo da categoria vigora até dia 31 de maio do ano 2000. No acordo, os funcionários têm estabilidade de emprego. Ao mesmo tempo, o sindicato promoveu, na manhã de segunda-feira, uma paralisação de uma hora em frente à empresa. Os funcionários, segundo Garcia, estão mobilizados mas temorosos em relação ao futuro da empresa.

CPFL altera turnos sem debate

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) alterou, desde

às zero horas da segunda-feira, o turno e a jornada de trabalho dos eletricitários. Nem o Sindicato dos Eletricitários em Campinas, com subsede em Bauru, nem os funcionários da empresas foram consultados antes da mudança.

Em carta endereçada aos funcionários, a empresa privatizada anunciou a alteração nos turnos de trabalho. Conforme afirmou o diretor do Sindicato dos Eletricitários em Campinas, com subsede em Bauru, Jesus Francisco Garcia, 44 anos, a mudança elimina o turno da madrugada, chamado de Pronto Atendimento, e passa a jornada diária dos trabalhadores de seis para oito horas.

Antes da alteração, os turnos da CPFL eram das 6

às 12 horas, das 12 às 18 horas, das 18 às 24 horas e das 24 às 6 horas, completando a cobertura ininterrupta do controle do sistema.

A mudança de turnos, segundo Garcia, foi encaminhada pelo sindicato ao Ministério do Trabalho, que prometeu fiscalização na empresa. Isso porque qualquer mudança de jornada não pode ser feita sem antes a consulta prévia do sindicato representativo. Além disso, o sindicato entrou com um pedido liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para suspender a alteração.

Como a mudança de turnos é uma proposta antiga da empresa, desde quando ainda era estatal, o sindicato propÃs uma alteração de jornadas. A diferença é que a mudança proposta pelo sindicato, segundo Garcia, mantém o atendimento ininterrupto, que é uma questão de segurança para toda a população.

Garcia diz que existem estatísticas da CPFL comprovando a queda de dois cabos por dia. Garcia diz que, se um cabo cair na madrugada, não terá ninguém de plantão para resolver o problema, o que pode fazer com que a comunidade fique exposta aos riscos de um choque. Segundo o sindicalista, Marília, Jaú, Botucatu e Lins já estão sem o plantão da madrugada.

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