Geral

Salário atrasado

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Verba da AHB é liberada

Verba da AHB é liberada

Texto: Márcia Buzalaf

Os 90% do repasse total feito pelo Sistema Único de Saúde

(SUS) aos três hospitais que compõem a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - o Hospital de Base, a Maternidade Santa Isabel e o Hospital Manoel de Abreu - foi liberado ontem

à tarde. Por este motivo, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru, em assembléia realizada com a categoria, optou por não fazer greve.

O recurso deve manter os serviços médicos funcionando e pagar o salário dos 1.200 funcionários dos hospitais, que devem receber o pagamento até sexta-feira. A última parcela do 13.º salário da categoria, que deveria ser feito em março, deverá aguardar até quarta-feira, quando os funcionários juntamente com o sindicato realizam nova assembléia.

De acordo com o diretor da AHB, Reinaldo Rocha, o dinheiro foi transferido da Caixa EconÃmica Federal (CEF) para a conta da associação, no Banco do Brasil.

A retenção de 10% do total do repasse, segundo Rocha, não deve inviabilizar os serviços hospitalares. A diretoria da AHB, entretanto, vai fazer um estudo do que pode ser cortado em termos de gastos e atendimento. Uma reunião agendada para a próxima terça-feira vai avaliar a planilha de custos da associação.

Paralelamente, a associação vai tentar agendar uma reunião com a Secretaria Estadual da Saúde, através dos dois deputados estaduais por Bauru, Carlos Braga e Pedro Tobias, e o prefeito municipal, Nilson Costa (PL), visando levantar recursos para não prejudicar o atendimento nos hospitais.

A luta judicial para a liberação do repasse completo, que soma R$ 2,3 milhões, continua. De acordo com Rocha, os advogados da associação estão entrando com um pedido liminar contra o bloqueio dos 10%, feito pelo juiz federal da 2.ª Vara de Bauru, Friedman Anderson Wendpap, na última sexta-feira, para o pagamento da dívida da AHB com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que soma R$ 20 milhões. O bloqueio inicial era de 100% do recurso que sustenta o atendimento público de Bauru.

Comentários

Comentários