Previdello contesta acusações da Prefeitura
Previdello contesta acusações da Prefeitura
Texto: Josefa Cunha
O proprietário da Bariri Tur e Pérola Turismo, Adhemar Previdello, contestou ontem as denúncias de irregularidades feitas pela Prefeitura contra suas empresas. Além de afirmar que o prefeito Nilson Costa (PL) diz "meias verdades", Previdello acredita que as constantes acusações envolvendo seu nome são motivadas por questões estritamente polÃticas.
Embora reconheça a possibilidade das ilegalidades apontadas, Previdello entende que suas empresas não podem ser responsabilizadas e atacadas por eventuais desmandos do poder público. Ele garante que os contratos firmados com o municÃpio foram cumpridos integralmente e que, desde que presta serviços
à Prefeitura, nunca foi notificado sobre qualquer irregularidade.
"Tudo o que fizemos recebeu o aval do poder público. Se existiram problemas relativos à licitude dos contratos, a responsabilidade não é minha. Sempre cumpri os editais e não tenho obrigação de saber o que diz ou proÃbe a lei das licitações", eximiu-se.
O empresário afirma que jamais pediu rescisão ou término antecipado do contrato para o transporte de estudantes, conforme alega o prefeito. Ele garante - e diz ter testemunhas
- que o contrato firmado com a Pérola iria vencer no dia 29 de março e que procurou Nilson Costa 15 dias antes para discutir a definição do serviço. "Queria saber se haveria prorrogação ou não, até para nos prepararmos internamente. Saà da Prefeitura sem qualquer resposta e no dia 29, através de uma notÃcia de rádio, fiquei sabendo que o serviço passaria a ser executado, em razão de um contrato de emergência, pelas empresas TUA e Kuba. Acreditamos que o objetivo do prefeito em divulgar essa informação distorcida seja criar a falsa idéia de que a nossa empresa estaria fugindo ao cumprimento do contrato", assinalou.
Segundo a Prefeitura, Previdello teria pedido o rompimento do contrato dois dias antes do seu término, sob a justificativa de que não tinha condições de continuar operando o serviço. A rescisão antecipada, ainda de acordo com a Prefeitura, teria ocorrido depois que a PolÃcia Militar, juntamente com a Emdurb, constataram problemas nos Ãnibus que transportavam os alunos.
Previdello confirma a inspeção policial, mas alega que as multas aplicadas na ocasião foram porque os motoristas não possuÃam habilitação especÃfica para o serviço. "SabÃamos que a situação dos motoristas era irregular, mas é muito difÃcil encontrar profissionais com essa habilitação. Gostaria de saber por que a PM e a Emdurb não realizaram a mesma fiscalização logo que a TUA e Kuba começaram a transportar os alunos. Está claro que foram usados dois pesos para a mesma medida", reclamou.
O empresário ainda questiona o porquê de a administração, em sabendo que não prorrogaria o contrato com a Pérola, não preparou com antecedência a licitação do serviço. "O Nilson assumiu no dia 4 de fevereiro e teve 40 dias para licitar o transporte de alunos. Na última hora, usando do tão e mesmo criticado contrato de emergência, chamou a Kuba e a TUA. Será que outras empresas foram chamadas a cotarem seus preços", lançou.
Preço é relativo
As suspeitas de superfaturamento de quilometragem levantadas pela Prefeitura são infundadas, segundo Previdello. Mais uma vez, ele reforçou que sempre seguiu as regras dos editais e que seus preços, ainda que eventualmente mais altos, foram aceitos pela administração. "Quando se participa de uma licitação, se apresenta um preço de acordo com os serviços que deverão ser executados. Da mesma forma que podem ser mais caros, podem ser mais baratos. Preço é uma coisa muito relativa, que envolve custos internos. A Kuba e a TUA podem fazer mais barato hoje, mas amanhã pode ser eu. Isso não significa que o preço é abusivo ou que foi superfaturado", avaliou.
Ainda em justificativa aos preços, Previdello tomou como exemplo as suspeitas sobre a compra do patinho que recaem sobre a Prefeitura. "Quando licitaram a carne, o preço menor foi aquele. O fato de o mercado estar praticando hoje valores menores não significa que a Prefeitura agiu irregularmente, superfaturando preços. A administração sabe como isso funciona e, justamente por esse motivo, deveria entender que não agimos ilegalmente", sugeriu.
Tobias entrega documentos para CI de Previdelo
Texto: Marcos Zibordi
O deputado estadual Pedro Tobias (PDT) entregou ontem documentos para a Comissão de Investigação (CI) que investiga possÃvel superfaturamento no contrato para transportes de alunos entre a Prefeitura Municipal de Bauru (gestão Izzo) e as empresas Bariri Tur e Pérola Turismo, de Adhemar Previdelo.
Os documentos apresentados pelo deputado comprovam, segundo ele, que a empresa de Previdelo foi perdoada de uma dÃvida de IPTU para que pudesse participar da concorrência para transporte de alunos. Segundo o deputado, o secretário de Finanças da época, que perdoou a dÃvida, foi um "Papai Noel". Tobias cobra do prefeito Nilson Costa (PL) a "abertura da caixa preta", para apurar outras possÃveis irregularidades no DAE, Emdurb e Cohab.
Segundo o presidente da CI, Luiz Carlos Valle (PDT), a maior parte dos documentos entregues por Tobias já tinham vindo na documentação da prefeitura. O fato novo seria a isenção de IPTU para a empresa de transporte. "Isso tudo vai ser objeto de análise. Estamos esperando o parecer do Sindicato dos Contabilistas".
O senhor Adhemar Previdelo, ouvido sobre o assunto, disse que prefere ver os documentos para depois se manifestar sobre o assunto.