Geral

Interdição da ponte

Fábio Grellet
| Tempo de leitura: 4 min

Barcaças causam novo acidente na ponte

Barcaças causam novo acidente na ponte

Texto: Fábio Grellet

Pederneiras - Duas barcaças atingiram, na madrugada de ontem, dois pilares da ponte sobre o rio Tietê, na altura do km 200 da rodovia que liga Bauru a Jaú (SP-225). As barcaças estavam vazias e, segundo o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Raul Cardoso, avaliações preliminares indicaram que não houve danos à estrutura da ponte. Cardoso explicou que a passagem sob ela, embora permitida, estava sendo controlada: os rebocadores só podiam levar uma barcaça por vez, enquanto passassem por sob a ponte. Assim, se as embarcações conduzisse mais de uma barcaça, tinham que parar, desmembrá-las e aportar as restantes, à margem do rio. Depois de atravessar uma delas, o rebocador a atracava no lado oposto e voltava para buscar cada uma das demais.

Ontem, enquanto um rebocador conduzia uma das barcaças por sob a ponte, no sentido Barra Bonita-Bariri, outras duas, que estavam atracadas à espera do transporte, se soltaram e ficaram à deriva, atingindo o segundo e o terceiro pilares, a partir da margem de Jaú. As barcaças, segundo informações preliminares colhidas por Cardoso, pertenciam

à Usina Diamante, sediada em Potunduva, que é distrito de Jaú.

O diretor do DER afirmou que, na próxima quinta ou sexta-feira, os pilares atingidos devem ser submetidos a uma avaliação mais detalhada, inclusive com a participação de mergulhadores que vão observar as condições dos pilares na parte em que estão submersos. Se for constatado qualquer dano nas pilastras, a data para o encerramento da reforma e liberação da ponte, inicialmente prevista para o final de junho (por volta do dia 25, segundo Cardoso), pode ser adiado.

Assessoria desconhece projeto da nova ponte

A assessoria de imprensa da Centrovias, consultada ontem, informou que ainda não chegou ao seu conhecimento o projeto da construção da nova ponte sobre o rio Tietê.

Quando a Centrovias assumiu a administração da rodovia João Ribeiro de Barros, que liga Bauru a Jaú, no final do ano passado, a ponte rodoviária atual, existente próxima ao km 200, sobre o rio Tietê, foi mantida sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), porque estava em obras. Mas caberia à Centrovias a responsabilidade de construir uma nova ponte, durante o transcorrer das obras de duplicação da rodovia - estas, também, sob responsabilidade da empresa.

Logo depois que assumiu a administração da rodovia, a Centrovias instalou outdoors às margens da pista, anunciando os custos da duplicação da pista (R$ 45 milhões) e da construção de uma nova ponte (orçada em R$ 9 milhões). Em contrapartida às obrigações assumidas, a Centrovias foi autorizada a explorar uma praça de pedágio, situada no km 199 da rodovia, logo após a ponte sobre o rio Tietê (considerado o sentido Bauru-Jaú). O preço estipulado para automóveis foi de R$ 2, e a cobrança ocorre nos dois sentidos (tanto para quem vai como para quem volta). A autorização para o início da cobrança do pedágio, segundo se informou à época, foi aprovada pelo governo depois que a Centrovias estabeleceu um cronograma de trabalho, o qual determinava que, logo depois de iniciada a cobrança do pedágio, a duplicação seria iniciada.

A duplicação começou a ser feita, e o primeiro trecho a ser asfaltado fica entre a praça de pedágio, onde o asfaltamento começou, e a cidade de Jaú, para onde avançam as obras.

O projeto da nova ponte, porém, ainda não foi divulgado, apesar de já terem sido anunciados seus custos.

Após a interdição da ponte rodoviária que estava sendo utilizada, aumentaram as pressões para que tivessem início as obras da nova ponte, que viria substituir aquela que ainda está em obras. Durante uma reunião realizada em Pederneiras, para discutir os problemas da ponte, chegou a ser anunciado que o diretor do DER, Raul Cardoso, já teria anunciado prazos para o início da construção da nova ponte: as obras começariam em 60 dias e demorariam cerca de seis meses. Mas ninguém soube informar se a nova ponte absorveria o tráfego de veículos nos dois sentidos (e, então, à ponte atual seria dado outro destino) ou em apenas um deles, hipótese em que a ponte atual seria reformada para atender ao tráfego em um dos sentidos.

Se o projeto da nova ponte já foi orçado em R$ 9 milhões, como anunciam os outdoors, presume-se que já tenham sido definidos esses aspectos. A assessoria de imprensa da Centrovias, porém, informou ontem que o projeto, embora existente, ainda não chegou ao conhecimento daquele departamento, estando restrito aos engenheiros. Por isso, a assessoria não pÃde esclarecer as dúvidas existentes, e ressaltou também que o prazo para o início das obras ainda

é incerto.

O diretor do DER, consultado sobre o tema, disse que, na esfera pública, caberia à Comissão de Concessões da Secretaria estadual dos Transportes se manifestar sobre o caso. O JC não conseguiu contato com o órgão, porém.

Comentários

Comentários