AHB pode ser enquadrada no Proer das Santas Casas
AHB pode ser enquadrada no Proer das Santas Casas
O senador pelo PFL, Romeu Tuma, esteve ontem em Bauru fazendo uma visita a prefeitura e a Associação Hospitalar de Bauru (AHB). De acordo com o presidente da associação, Joseph Saab, o político prometeu interceder a favor da entidade para que ela seja incluída no Proer das Santas Casas, financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O plano de ajuda é destinado apenas para Santas Casas, mas, como a associação
é filantrópica, pode ser enquadrada.
As condições do financiamento são juros de 6% ao ano, pagos pelo Ministério da Saúde, um ano de carência e cinco anos de amortização. A previsão de liberação da verba é no final de julho, mas ainda não há certeza sobre a decisão sobre a AHB.
A quantia seria o equivalente ao total da dívida junto aos fornecedores e aos médicos, somando R$ 6 milhões. A dívida é de cerca de R$ 6 milhões. Mais magro e abatido pelo enfarto, o senador comentou episódios recentes da política.
JC- Senador como o senhor pretende ajudar a AHB?
Tuma: Amanhã estarei em Brasília com o ministro da previdência Waldeck Ornellas e explicarei a situação do AHB. Temos que examinar caso a caso e separar o joio do trigo. Não dá para colocar na mesma panela quem faz filantropia de quem faz "pilantropia".
JC- Como o senhor avalia a situação do AHB?
Tuma: Pelos documentos que eu recebi, acho que temos que ajudar o hospital que é importante para Bauru e cidades vizinhas. Não podemos dificultar o atendimento à população mais pobre. Vim para conversar com os diretores e verificar quais as dificuldades junto ao Sus. Vou ouvir as pessoas da cidade e examinar o processo, verificar o número de atendimento e exames para tentar resolver a questão.
JC: Como o senhor avalia a passagem tão rápida do delegado da Polícia Federal João Batista Campelo?
Tuma: Acho que a situação é delicada. Eu já tinha conversado com alguns membros do palácio para adiasse a posse até que fosse verificado as denúncias. Mas o governo quis dar posse na expectativa de que ele conseguiria comprovar que não houve tortura. Porém, a reação foi muito forte.
JC: Na sua opinião Campelo agiu de maneira correta, deixando o cargo.
Tuma: Acho que ele agiu corretamente deixando o presidente livre para outra indicação, ou outra decisão.
JC: Cinco nomes estão cotados para ocupar o cargo deixado por Campelo. Dos indicados qual seria a melhor opção, na sua opinião?
Tuma: Todos os indicados já trabalharam comigo. Eu acho que a Polícia Federal tem policiais de alto conhecimento técnico. É uma área delicada e precisa de uma pessoa que reúna além da parte técnica o instinto político, para poder levar com sabedoria a direção do órgão.
JC: A queda do delegado e a briga entre Antônio Carlos Magalhães e Michel Temer abalou o governo?
Tuma: Não houve queda, ele nem chegou a subir. Entrou e saiu e não há abalo algum, já que não houve alteração no policiamento. O substituto de Campelo é quem vai fazer novo planejamento. A desavença entre o ACM e Temer é assunto superado.
JC: A indicação de Campelo arranhou a imagem da PF?
Tuma: Eu digo com muita tristeza que quem pagou o preço maior foi a instituição. Ela já vinha sofrendo um processo de desgaste com problemas de grampo e uma porção de contrariedades. Eu acredito que a PF terá força para reconstruir sua imagem. Especialmente agora que a população deposita nela a esperança de vencer o crime organizado.
JC: O senhor defende o fortalecimento da instituição no combate a criminalidade?
Tuma: Sem uma Polícia Federal firme, estruturada, com meios para combater e evitar o contrabando de armas e o tráfico de drogas não adianta proibir a venda de armas, por exemplo. Nossas fronteiras são vastas e os países vizinhos vendem armas a vontade.
JC: Durante a administração Izzo Filho o senhor visitou a cidade. Hoje ele se encontra preso. Como o senhor avalia a situação?
Tuma: Eu analiso com tristeza. O sujeito quando tem o respeito popular para ganhar uma eleição tem que saber se comportar para poder pagar com trabalho, serviço, dedicação, honestidade e honradez, a confiança que nele foi depositada.