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Redação
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Incra não estabelece a data para desapropriar

Incra não estabelece a data para desapropriar

Os trabalhadores sem-terra acampados na fazenda Val de Palmas voltaram da reunião realizada com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anteontem sem a resposta mais desejada. A superintendência de São Paulo não afirmou quando será concluído o processo administrativo já instaurado para desapropriar a área da Fazenda Santo Antonio, em Brasília Paulista.

Segundo o major José Alexandre Cintra Borin, subcomandante do 4º Batalhão da Polícia Militar em Bauru, que foi convidado pelo sem-terra a participar do encontro, disse que o Incra preferiu não garantir a data para o término do processo alegando depender de informações de outros órgãos e instituições. Ele disse que os dados ainda estão sendo colhidos pelo Incra.

"A reunião foi satisfatória porque foram esclarecidos vários pontos", disse.

O advogado José Costa Jacinto, representante da Comissão dos Direitos Humanos da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru, também esteve na reunião. Ele disse que a entidade local se prontificou a ajudar na agilização do processo nos aspectos que forem possíveis, como pressionar instituições da região às quais tenham sido solicitadas informações. "Podemos buscar a urgência e as informações que forem necessárias", explicou.

Até ontem, os sem-terra ainda permaneciam na fazenda Val de Palmas, onde acamparam no último sábado. Uma das proprietárias da área, Selma Nasrala Kassis, frisou que foi feito acordo com os sem-terra. "Ninguém faz acordo de invasão. A situação é parecida com a de um ladrão que entra na sua casa", disse. "Agora temos a confiança de que sejam respeitadas as garantias constitucionais que protegem a propriedade privada e isso quem vai fazer é a Justiça".(AA)

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