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Greve de ônibus

Márcia Buzalaf
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SindTran reafirma: ECCB pode ter greve a partir de segunda

SindiTran reafirma: ECCB pode ter greve a partir de 2.ª

Texto: Márcia Buzalaf

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Geral de Bauru (SindiTran) reafirmou, ontem, a possibilidade de entrar em greve a partir da zero hora de segunda-feira, já que não houve acordo entre as partes na mesa-redonda realizada ontem à tarde, na subdelegacia do Ministério do Trabalho de Bauru.

Conforme consta em ata da reunião, em que compareceu representantes da ECCB, do SindiTran, a empresa apresentou uma proposta de pagar o abono exigido pelo sindicato, de um salário mínimo para cada funcionário, em seis parcelas, sem a manutenção das cláusulas do acordo coletivo.

De acordo com o presidente do sindicato, Elias Pinheiro da Silva, 39 anos, a proposta da empresa é voltar a discutir o acordo coletivo depois do redimensionamento de linhas. Para o sindicalista, esta mudança deve promover demissões. "Por isso, queremos critérios justos para isso, um PDV decente, com garantia de cesta básica de apenas seis meses", afirma.

Silva afirma que alertou os funcionários da ECCB da situação da empresa. O poder público pode cassar algumas linhas de ônibus no caso de greve. "Os funcionários sabem que, de qualquer jeito, isso será feito", defende.

O advogado da empresa, Fábio José de Souza, 34 anos, afirma que o redimensionamento de linhas está sendo analisado por um engenheiro e que deve ser encaminhado à Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdurb) primeiro, para a avaliação. Depois, ele afirma, seria proposto um programa para os funcionários.

Silva diz que o acordo coletivo deve ir parar no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, e, segundo ele, deverá prevalecer o acordo que venceu no dia 30 de abril.

O funcionários da ECCB, representados pelo SindiTran, querem reajuste salarial de 5%, o abono de um salário mínimo a ser pago no mês que a empresa escolher, reajuste no tiquet alimentação (que passaria de R$ 100,00 para R$ 136,00) e a manutenção das outras cláusulas do acordo coletivo anterior.

O advogado da empresa diz que a ECCB não pode pagar as reivindicações do sindicato. Segundo Souza, com o processo de concordata e a intervenção parcial da empresa, a empresa não pode cumprir com as outras propostas.

O SindiTran afirma que a ECCB tem uma folha de pagamento que soma cerca de R$ 500 mil (se estivesse recolhendo o INSS e o FGTS, somaria R$ 700 mil), e sua receita mensal é de aproximadamente R$ 1,5 milhões.

Souza garante que a ECCB está tomando as medidas cabíveis para que os funcionários que optarem por trabalhar, tenham o respaldo da empresa.

Silva diz que as medidas legais para a greve vencem na segunda-feira e, por isso, a partir desta data, há a possibilidade de greve dos funcionários.

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