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Greve adiada

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Greve na ECCB é adiada e negociação salarial retomada

Greve na ECCB é adiada e negociação salarial é retomada

Texto: Luciano Augusto

O possível movimento grevista que iria ser iniciado pelos cobradores e motoristas da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) foi abortado, ontem, depois que a empresa assinou a prorrogação do acordo coletivo, firmado em 98 e que vencia em abril deste ano, para o mês de maio, com a garantia de pagamento de todos os direitos dos trabalhadores e a retomada das negociações para a conclusão de um novo acordo coletivo, à partir do dia 12 de julho.

Elias Pinheiro de Souza, 39 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Geral de Bauru

(SindTran), afirmou que, desta vez, "a expectativa é que as conversas tomem rumos mais claros, mais transparentes, com sinceridade por parte da empresa".

Com a retomada das negociações, o sindicato deverá continuar insistindo nas mesmas propostas que já foram apresentadas à ECCB. Eles pedem reajuste salarial de 5%, abono de um salário mínimo a ser pago no mês que a empresa escolher, reajuste no tíquete alimentação

(que subiria de R$ 100,00 para R$ 136,00) e a manutenção de cláusulas conquistadas com o acordo anterior.

"Vamos ver até onde a empresa pode chegar com as propostas e apresentaremos isso para os trabalhadores", complementou o presidente do Sindtran.

A decisão de não interromper as atividades no transporte coletivo e abandonar, pelo menos por enquanto, a possibilidade de greve, segundo Souza, demonstra o bom senso dos trabalhadores. De acordo com Souza, o trabalhador se preocupou em não trazer transtornos para os usuários dos ônibus circulares e também de não acentuar os prejuízos financeiros da empresa, "para não termos depois dificuldades de conquistar aquilo que nós mesmos reivindicamos e para evitar que face uma atitude nossa, outras interessadas pudessem tomar também as suas atitudes, estou me referindo ao poder público, ou fazer cumprir a legislação, repassando esta responsabilidade para os trabalhadores ou para o sindicato".

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