Bons negócios marcam abertura de Mercado de Flores no Ceasa
Bons negócios marcam a abertura de Mercado de Flores no Ceasa
Texto: Luciano Augusto
Bauru ficou um pouco mais perfumada. Às 9h52 de ontem, foi aberto oficialmente o Mercado Atacadista de Flores no entreposto do Ceasa de Bauru. Já no primeiro dia organizadores, vendedores e clientes estavam bastante satisfeitos com os resultados.
Ontem, dos 32 expositores inscritos de Bauru e região, 20 estavam comercializando seus produtos. Há, no mercado, desde produtos para embalagens das flores e arranjos (como cestos de madeira, papel e fitas) até flores, plantas e gramados. O mercado atacadista irá abrir todas as terças-feiras, das 6 horas da manhã ao meio-dia.
A abertura do mercado faz parte de um plano de expansão do comércio de flores do Ceagesp de São Paulo para o interior. De acordo com o gerente de operações do Ceagesp-Ceasa de Bauru, Édson Antonio Guarido Ribeiro,
"a intenção é só vender em nível de atacado, para não concorrer com as floriculturas e provocar uma concorrência injusta".
Além de abrir novo espaço para comercialização de suprimentos, plantas e flores, outro objetivo é gerar novos empregos para Bauru.
Ele explicou que o entreposto está cadastrando os empresários do setor de flores, decoração e atividades afins, que trabalham com o varejo, e através deste cadastro será montada uma carteira de identificação que permitirá o acesso ao mercado atacadista de flores.
Ribeiro afirmou que o mercado está sendo divulgado nos estados do Mato Grosso, até Três Lagoas, norte do Paraná, até Maringa, e em São Paulo, até Presidente Prudente, e para o primeiro dia, ele disse que os negócios estavam superando todas as expectativas.
O Ceagesp oferece o espaço e cobra uma tarifa mensal das empresas, que hoje está em R$ 80,00, mais os custos com outras despesas, como por exemplo, energia elétrica. Entretanto, como um incentivo, o Ceagesp deu uma isenção de 60 dias para os empresários. Neste período, se o mercado se firmar, então o Ceagesp passará a cobrar esta tarifa.
A bauruense vendedora de flores artificiais Silvia Regina, 31 anos, estava bastante animada no primeiro dia de abertura do mercado.
"Está muito bom e já vendemos bastante, isso porque ainda não temos todas as mercadorias em exposição hoje (ontem)". Mesmo com a crise econômica, Regina diz que está tendo bons resultados "porque o preço está bem em conta".
"A expectativa era boa e se concretizou melhor do que nós esperávamos", afirmou entusiasmado Kurt Werle, 41 anos, produtor de flores e plantas de Paranapanema, região de Avaré. Segundo Werle, as vendas estavam acontecendo tanto para comerciantes locais quanto "para o pessoal da região, que chegou mais cedo, carregaram e foram embora".
O sócio-proprietário da Rizzo Embalagens de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues, 42 anos, avaliou como "positivo o primeiro dia, porque em todo o começo há dificuldades, com as floriculturas visitando e ver como está acontecendo". Em seu estande ele comercializa todo tipo de embalagens para cestas de café da manhã e embalagens para flores e plantas.
A compradora Nilda Maria Garcia, 51, que veio de Arealva, confirmou os bons negócios e a diversidade de produtos, plantas e flores à venda. Ela mais o marido possuem uma revenda de flores e apostaram no mercado, porque "os preços estavam bem em conta e com muita variedade".