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CPMF

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

CPMF aumenta prazo de aplicações financeiras

CPMF aumenta prazo de aplicações financeiras

Texto: Márcia Buzalaf

A incidência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) está ampliando o prazo das aplicações financeiras. Como algumas carteiras de investimento têm a reincidência do imposto a cada reaplicação, investidores e poupadores estão sendo induzidos a ampliar ao máximo o período de aplicação do capital.

De acordo com o gerente adjunto da agência central do Banespa, Vanderley Soares, a tendência e o conselho dado aos clientes

é que mantenham o dinheiro aplicado por mais tempo. "Quem alonga o prazo tem ganho com certeza", garante Soares.

O gerente de negócios da agência central do Banco do Brasil, Marcos Augusto Parisi Ticianelli, 28 anos, afirma, também, que os aplicadores estão procurando prazos mais longos para os investimentos. Segundo Ticianelli, o banco tem vários contratos de 90 e 120 dias.

Algumas instituições bancárias estão adotando o sistema de isenção da CPMF para prazos longos, ou seja, depois de algum tempo aplicado, o banco restitui o valor cobrado pelo imposto.

Este é o caso de um tipo de aplicação financeira que está sendo lançada nesta quinta-feira pelo Banespa. De acordo com o Soares os dois tipos de fundos terão a isenção para aplicação de 90 dias. A restituição do imposto é creditado na aplicação no mesmo dia em que é feito o débito da CPMF.

O exemplo fornecido pelo banco é de uma pessoa que investe R$ 10 mil. O imposto de R$ 38,00 é debitado e creditado no mesmo dia se o investidor deixar o dinheiro aplicado durante o período estipulado, 90 dias. Se o cliente tiver que retirar R$ 1 mil da aplicação, por exemplo, terá a incidência da CPMF somente sobre a quantia resgatada.

Aplicações

Na opinião de Ticianelli, quem tem valores abaixo de R$ 50 mil deve seguir para aplicações na poupança ou em aplicações com o mesmo rendimento da poupança sem a incidência da CPMF. "A gente tem uma aplicação de 30 dias que tem o mesmo rendimento da poupança e não tem CPMF. O movimento nesta aplicação está crescendo", explica ele.

A poupança, na opinião de Ticianelli, que estava com uma movimentação estabilizada ou decrescente, deverá receber mais atenção do pequeno investidor. Apesar da cobrança da CPMF, a poupança é estável, tem uma certa tradição na cidade e não tem a reincidência do imposto quando reaplicada.

Na opinião de Soares, do Banespa, a poupança agora tem a incidência da CPMF, mas não tinha do Imposto sobre Movimentação Financeira (IOF). "Isso torna o investidor de poupança mais consciencioso", afirma.

Dessa mesma forma, Soares destaca os fundos. Com a vantagem de poder ser resgatado a qualquer momento, parcial ou integralmente, os fundos não voltam para a conta corrente. O único problema desta aplicação é que suas taxas são pós-fixadas.

No investimento de grandes quantias, acima de R$ 50 mil, Ticianelli destaca o CDB. Os bancos estão oferecendo rendimentos similares aos do CDI para grandes quantias. Outra opção é o fundos DI de 60 dias, que dão uma boa rentabilidade.

Os fundos de curto prazo foram as aplicações que mais saíram prejudicadas da volta e do aumento da CPMF. Segundo Ticianelli, os fundos de curto prazo têm uma rentabilidade de aproximadamente 0,28%, sendo que a CPMF é de 0,38%.

"É prejuízo para o cliente", alerta ele.

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