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Conselho da Condição Feminina

Ieda Rodrigues
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Conselho da Condição Feminina quer planejamento familiar

Conselho da Condição Feminina quer planejamento familiar

Texto: Ieda Rodrigues

A nova diretoria do Conselho da Condição Feminina, que foi empossada ontem à noite, elegeu três frentes de trabalho para os próximos dois anos: planejamento familiar, construção da casa-abrigo e ajudar as mulheres a retirar seus documentos.

A presidente do Conselho, Estela Almagro, explicou que será priorizado o atendimento à mulher da periferia. "Decidimos priorizar essa mulher porque ela é mais carente de informação e formação, e é vítima de violência com mais freqüência", disse.

Devido à falta de informação de parte das mulheres, um problema nacional, de acordo com Estela, uma das frentes de trabalho é o planejamento familiar. Isso porque, de acordo com ela, nem todos os núcleos de saúde da cidade dispõem de preservativos ou pílulas anticoncepcionais para distribuir às mulheres.

O Conselho da Condição Feminina ainda não sabe como vai atuar, mas possivelmente irá cobrar programas de planejamento familiar afetivos nos núcleos de saúde e, ao mesmo tempo, aproveitar campanhas para orientar as mulheres sobre métodos anticoncepcionais. "Muitas mulheres ainda acham que devem tomar o anticoncecpcional apenas no dia da relação", ressaltou.

A nova diretoria do Conselho quer construir a casa-abrigo, para atender a mulher vítima ou ameaçada de violência, nos próximos dois anos. Estela disse que, agora, as conselheiras vão tomar conhecimento de como estão os dois projetos de construção da casa-abrigo e, se for necessário, até buscar parcerias com a iniciativa privada para a execução da obra.

A terceira frente de trabalho do novo Conselho da Condição Feminina é a documentação das mulheres. De acordo com Estela, é muito grande o número de mulheres que não têm todos os documentos. "Quando tem o RG, não tem a Carteira de Trabalho. Quando tem a Carteira de Trabalho, não tem o CiC", explicou.

Outra proposta é, numa parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), fazer um levantamento das condições da mulher bauruense com relação à saúde, salário, educação, violência, entre outros fatores.

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