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Mais mudança
Depois da troca feita no comando da Polícia Civil, outra mudança nos cargos de confiança do governo em Bauru: ontem, foi anunciada a exoneração da diretora da Divisão Regional da Secretaria do Bem-Estar Social, Dayse Vilaça. O motivo? O mesmo: divergências internas.
Sem participação
As lideranças municipais do PSDB, como no caso da Polícia, negaram participação no desligamento da diretora. Uma fonte no ninho tucano, entretanto, não acredita no alegado motivo da exoneração, mesmo porque já se sabe que Dayse foi transferida para o Gabinete da secretária Marta Godinho.
Dedo do Edmundo
Se não participaram do processo de exoneração, os tucanos pelo menos interferiram na escolha da substituta de Dayse. Maria Perrone, a nova titular da Divisão Regional, teria sido uma indicação do vereador Edmundo Albuquerque, com alguns arranjos do deputado Milton Flávio no Palácio dos Bandeirantes.
Especulação desmentida
Até se informar sobre o dedo do vereador, especulou-se a possível interferência do deputado pedetista Pedro Tobias na indicação de Maria Perrone. A nova diretora seria parente de um funcionário da família do deputado, cujo partido (PDT) está negociando sua entrada na base de sustentação do governo. Alguns tucanos se apressaram em desmentir e enaltecer o "trabalho" de Edmundo e Milton Flávio.
Movimentação eleitoral
Além do prefeito Nilson Costa, o PPS também filiou o vice-prefeito de Piratininga, Paulo Roberto Coimbra. O vereador Batata, que acompanhou o ato de filiação, riu quando recebeu um bilhete que o convidava para aproveitar o ensejo. Batata respondeu, no bilhete, que fica no PT para coordenar os novos projetos (leia-se a tomada do direção com as 400 filiações).
Sondando legenda
A vereadora Majô Jandreice, hoje no PC do B, estaria preocupada com a chance reduzida dos pequenos partidos elegerem representantes em 2000. A primeira vereadora eleita na Câmara de Bauru estaria sondando uma legenda com maior densidade. Na especulação, já surgiu o PMDB como um dos possíveis partidos.
Inquirições
Até agora o Tribunal de Justiça ainda não mandou ouvir os acusados de participação nos atentados de bombas contra vereadores. Apesar das prisões preventivas e da defesa preliminar, ainda não teve início a fase de inquirições. O processo tramita no TJ, mas os presos teriam que ser ouvidos em Bauru.