Dise/Jaú fecha 19 bares sem alvará
Dise/Jaú fecha 19 bares sem alvará
Texto: Fábio Grellet
Jaú - Através de duas operações realizadas em dias consecutivos, conjuntamente com a Prefeitura de Jaú, a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes
(Dise) daquela cidade determinou o fechamento de 11 bares que funcionavam irregularmente, em dois bairros fiscalizados.
A primeira operação foi realizada na segunda-feira e abrangeu estabelecimentos situados no Núcleo Padre Augusto Sani. Lá, foram fechados 11 bares. Na terça, ao repetir a fiscalização, desta vez no Jardim Orlando Ometto, a polícia determinou o fechamento de outros oito bares.
Segundo explicou o delegado titular da Dise, Benedito Antonio Valencise, além de não dispor de alvarás para funcionar, os bares apresentavam outras características que fundamentaram seu fechamento. Alguns serviam como ponto para o tráfico de drogas, outros não apresentavam condições de higiene adequadas (em alguns casos, não dispunham sequer de banheiro, ressaltou o delegado) e um deles era ponto para a prostituição. Havia também bares que ofereciam jogos de sinuca abertamente, ao público em geral (embora a lei determine que deva haver uma dependência específica para tanto, além da identificação dos jogadores), e estabelecimentos que atraíam o público ao funcionar como ponto para o jogo do bicho. Valencise considerou, portanto, que os bares, além de não estarem oficializados perante os órgãos competentes, também não se restringiam ao atendimento das finalidades a que se propõe este tipo de estabelecimento. Seus proprietários devem responder por exercício irregular de profissão ou atividade, infração prevista na Lei de Contravenções Penais.
Valencise também alertou que as fiscalizações devem ter sequência, abrangendo outros bairros da cidade, onde os policiais devem continuar fiscalizando a autorização para funcionamento e as condições de uso dos bares.
Entidades para drogados
Conforme o delegado titular da Dise, há diversas instituições destinadas à recuperação de drogados instaladas em Jaú e, em nome de algumas delas, várias pessoas visitam os moradores da cidade solicitando contribuições, supostamente aplicadas para a manutenção da entidade. Nem todas, porém, são regularizadas e, no caso daquelas que não o são, é possível que as pessoas estejam recebendo o dinheiro para uso pessoal.
Para evitar esse tipo de atuação, que pode caracterizar estelionato, a Delegacia está solicitando o cadastramento das entidades perante a própria Dise, a Prefeitura e a Vigilância Sanitária.