Arquiteto reclama dos serviços da Telefonica
Arquiteto reclama dos serviços da Telefonica
O arquiteto Eduardo Kirita Rodriguez está revoltado com os serviços da Telefonica. A empresa quer que ele pague, entre outras contas, uma de cerca de R$ 9 mil, referente ao mês de janeiro. Todas as ligações são internacionais para 0900. A conta é de uma linha telefônica instalada em uma propriedade rural que não tinha caseiro.
O arquiteto está vivendo uma verdadeira via-sacra. Já procurou todos os órgãos competentes e foi ouvido na Procuradoria da República. Seu depoimento fará parte de um inquérito Civil que apura a má prestação de serviços de telefonia fixa.
A história teve início em janeiro quando o arquiteto recebeu a conta telefônica. Acostumado a pagar uma conta que variava de R$ 18,00 a R$ 25,00 ele se assustou com a conta de janeiro, referente a dezembro, de R$ 371,46. "A maioria das ligações foram feitas para o exterior, para disk-sexo e congêneres."
Na época, ele procurou a Telesp e foi ressarcido do valor de R$ 351,18. A companhia teria lhe informado que uma perícia iria ser efetuada a fim de saber o que estava ocorrendo. Suspeitando que alguém pudesse estar entrando na casa e usando o telefone, ele passou a dormir no local.
Para seu espanto, a conta seguinte foi mais vultuosa ainda, um total de R$ 9.669,21. Valor referente as ligações feitas para o 0900 de diversos países, tais como Suriname, Guiné-Bissau, Serra-Leoa e outros. Inconformado com o descaso da empresa, o arquiteto procurou de novo a Telefonica e foi informado que a perícia não havia sido concluída. Para evitar problemas, ele pediu o desligamento da linha telefônica.
"Registrei BO no 3º Distrito Policial de preservação de Direitos."
Na conta referente ao mês seguinte, o arquiteto levou outro susto. "A conta continha ligações efetuadas só até 19/02/99 quando eu pedi o desligamento e totalizou R$ 2.797,73. Procuramos de novo a Telefônica e a empresa informou que a perícia demoraria mais 60 dias para ser finalizada"
A empresa teria alertado o usuário que se não fosse constatada nenhuma violação no sistema, ele teria que arcar com os valores das contas, caso contrário perderia a linha telefônica. Em maio, o arquiteto recebeu a análise da Telefonica.
A empresa alega que solicitou a verificação e que após pesquisa técnica, nada de anormal foi detectado, sendo que a Embratel manteve os débitos, tendo em vista que não foi detectada a falha. Rodrigues já perdeu a linha telefônica. "Eles retiraram até os fios. Solicitei a empresa que fornecesse a data e a companhia, já que os serviços são terceirizados, que efetuou um conserto na linha. Até hoje não obtive resposta."
O arquiteto alega que após o conserto feito na linha telefônica apareceram os problemas. "Como usuário, tenho meus direitos e quero que eles sejam respeitados. Quero que a empresa prove que as ligações foram feitas do meu telefone.
"
Ele está mais preocupado porque além de perder a linha telefônica, seu nome vai para o Cerasa e cobrança judicial, como devedor. "Estou impotente diante da situação. De repente meu nome está indo para o serviço de proteção ao crédito e eu não posso fazer nada."
Na Telefonica, a assessoria de imprensa informou que não foi detectado nenhum problema com o aparelho telefônico de Eduardo Kirita Rodriguez.
O procedimento normal e que já foi seguido pela Telefonica
é encaminhar o problema do arquiteto para a Embratel, a responsável pelas ligações internacionais.
A assessoria de imprensa descartou qualquer possibilidade de clonagem de aparelho telefônicos fixos. Segundo a Telefonica, "essa
é uma prática quase impossível na telefonia fixa", complementou.