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Protesto de caminhoneiros

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Região adere a protesto de caminhoneiros

Região adere a protesto de caminhoneiros

Texto: Tânia Fonseca

Em protesto nacional, caminhoneiros pararam ontem para reivindicar mais segurança, menos pedágio e melhorias nas pistas

O protesto nacional dos caminhoneiros ontem, por melhores condições de trabalho e segurança, foi considerado tranquilo na região, quanto à fluidez do tráfego, ao contrário do que ocorreu em muitas outras rodovias do País, inclusive com interrupção de trânsito e longos congestionamentos. Os possíveis prejuízos causados pelo atraso na chegada de mercadorias aos seus destinos serão melhor analisados hoje pelas empresas, já que o protesto pode continuar.

Na região de Bauru, Botucatu e Marília, o protesto ocorreu em pelo menos quatro rodovias: na Marechal Rondon (próximo a São Manuel), na Comandante João Ribeiro de Barros

(próximo a Garça), a João Hipólito Martins, a Castelinho (perto de Botucatu) e na SP-333 (perto de Marília). Nesses quatro pontos, assim como ocorreu na maioria das rodovias onde houve o protesto, os caminhoneiros começaram a estacionar os veículos ainda na parte da manhã.

Na Marechal Rondon, perto de São Manuel, segundo a Polícia Rodoviária, por volta das 10 horas da manhã, vários caminhões já estavam estacionados nos acostamentos. No período da tarde a adesão aumentou e por volta das 16 horas os policiais chegaram a contar 250 caminhões parados, considerando-se as duas mãos de direção. A mesma situação praticamente se repetiu nos outros três pontos onde houve manifestação.

Apesar do protesto se estender por todo o dia, o 2º Batalhão da Polícia Rodoviária não chegou a registrar ocorrências de vulto por causa do movimento. O tenente João Batista de Oliveira, da PR de Botucatu, disse que por volta das 18 horas os motoristas se dispersaram um pouco, mas que por volta das 19 horas já haviam começado a estaccionar novamente nos acostamentos. Para evitar qualquer problema e também dar segurança aos usuários das rodovias osd policiais que já haviam acompanhado todo o protesto durante o dia, continuariam de prontidão à noite.

Reivindicações

Dentro do "Movimento Brasil-Caminhoneiro, uma questão de soberania", a categoria reivindica que as tarifas de pedágio sejam reduzidas a R$ 1,00 por eixo, e exige a moralização no sistema de fiscalização, a recuperação das rodovias, a liberação de todas as estradas para a circulação de caminhões, sem limites de horário, a aposentadoria aos 25 anos de trabalho e isenção de ICMS e IPI na troca do caminhão.

O presidente do Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, Valdir Freitas, disse que participam do movimento caminhoneiros autônomos de toda a região. No final da tarde ele disse não saber a hora prevista para o encerramento do protesto, já que o mesmo poderia se estender até o próximo final de semana.

Hoje os líderes do grupo têm um encontro com o presidente da subseção da Ordem dos Advogados de Botucatu, Vasco Bassoy, a quem vão pedir apoio jurídico para a constituição de uma cooperativa. A idéia

é organizar a categoria para, no futuro, gerenciar o setor através da entidade.

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