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Comentário econômico

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Economia & Negócios

Economia & Negócios

Márcia Buzalaf

Deadline da Bloch

A Bloch Editores tem até o dia 6 de agosto para completar a documentação para seu pedido de concordata preventiva. O pedido foi feito no dia 23 já que a empresa precisa suspender o pagamento de suas dívidas para retomar o crescimento e manter os 1.500 funcionários. O passivo da Bloch Editores está estimado em R$ 400 milhões, dos quais R$ 250 milhões estão sob efeito de concordata. Os maiores credores da Bloch Editores são o Banco do Brasil, o Banco Rural e ex-Banerj, e atual Itaú.

Más notícias

Concordata preventiva da Bloch, falência do Mappin e fechamento das Lojas Brasileiras. São Paulo deve estar de luto. Duas

últimas empresas empregam, juntas, 11 mil funcionários, o que significa que o índice de desemprego na capital deve subir, dado o impacto do número de trabalhadores que ficaram desempregados esta semana. Os trabalhadores do Mappin, assim como os da unidade Ipiranga da Ford, mostraram uma força invejável, permanecendo na frente da empresa, querendo o trabalho de volta. Será que alguém pode ajudar estes cidadãos?

Pró-peças

A empresa Pró-peças de Bauru realizou uma proeza: conseguiu aprovar três funcionários no concurso de especialista em mecânico, o que fornece a certificação do Automotive Service Excellence (ASE). O certificado é o "ISO 9000" do setor mecânico, e é inclusive exigido para pelas grandes montadoras do país para quem queira trabalhar lá. A prova foi realizada em maio e quatro bauruenses foram aprovados. Três, só da Pró-peças. O José Roberto tem motivos para estar comemorando.

Diesel

A promessa do governo de rever o reajuste no diesel previsto para os próximos dias já trouxe como conseqüência o possível reajuste maior no preço da gasolina, para compensar o aumento do custo na produção do diesel. Os economistas temem que a decisão traga de volta o subsídio cruzado, ou seja, auxílio indireto ao preços dos combustíveis, extinto desde julho do ano passado, quando foi feita a desregulamentação da estrutura dos preços dos combustíveis.

Toma lá

O Senado americano dominado pelos republicanos aprovou ontem um corte de US$ 792 bilhões de em impostos nos próximos 10 anos: 57 senadores votaram a favor e 43 contra. O projeto prevê a diminuição progressiva de 10% do imposto de renda em dez anos, assim como uma série de isenções fiscais para empresas e particulares. Os dois textos deverão ser conciliados, para que chegue ao Executivo uma versão

única. Clinton queria os excedentes orçamentários para pagar a dívida americana e restaurar o sistema de previdência. O sistema previdenciário está ameaçado nos próximos 20 anos, devido ao envelhecimento da população.

Telefonia e o bug

As empresas de telefonia fixa e de celular já estão fazendo testes e simulações periodicamente para que se defina um programa seguro contra o bug do milênio, que eu não vou explicar pela exaustão do tema. O ministro responsável pelo setor, Pimenta da Veiga, se reuniu com cada um dos presidentes das empresas do setor para tratar do assunto. O medo tem causa: o caos na mudança telefônica no início do mês.

Bolsas perdem

O investimento em ações perdeu em julho de todas as aplicações. O Índice Bovespa teve queda de 10,19% no mês todo. As causas da retração são o medo dos Estados Unidos aumentarem sua taxa de juros

- eterno medo - e problemas entre comércio do Brasil e da Argentina. A situação do País também prejudicou as bolsas. A liderança do ranking de aplicações ficou com o dólar comercial, com alta de 2,74%.

Aplicações

O aplicador mais conservador também não se saiu muito bem. Todas as aplicações de renda fixa renderam menos do que a inflação apurada pelo IGP-M, da FGV. O índice teve alta de 1,55%, por conta do reajuste nas tarifas públicas. Os CDBs para grandes quantias, as aplicações que tiveram o maior rendimento da renda fixa, ofereceram remuneração líquida de 1,27%. Os fundos de 60 dias DI e os fundos de 60 dias tradicionais ficaram logo atrás, empatados, com rentabilidade de 1,23%. A poupança foi a pior aplicação da renda fixa em julho. Sua rentabilidade foi de 0,7948%.

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