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Linhas telefônicas

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 5 min

15 mil linhas telefônicas devem ser instaladas até o ano 2.000

15 mil linhas telefônicas devem ser instaladas até o ano 2.000

Texto: Luciano Augusto

Pelo menos 15 mil novas linhas Telefônicas devem ser instaladas na cidade até o primeiro semestre do ano que vem. A meta da Telefonica é terminar o ano 2.000 com mais 2 milhões de linhas instaladas em todo o Estado de São Paulo.

Os bairros que começam a receber as novas linhas são a região central e altos da cidade. Questionada sobre o critério de escolha dos bairros que serão beneficiados com as novas linhas, a assessoria de comunicação da Telefonica informou que esta é uma informação estratégica e segue a demanda verificada pela empresa.

Outros bairros, principalmente os periféricos e os núcleos habitacionais mais recentes, ainda sentem a falta de cabos e linhas e Telefônicas. Para estes, a Telefonica diz que está estudando a viabilização de novos aparelhos.

O processo de instalação das linhas, garantiu a assessoria de comunicação, já foi iniciado. A taxa de habilitação é de R$ 69,10, a ser paga no vencimento da primeira conta.

Aos interessados em adquirir essas novas linhas, basta entrar em contato com a Telefonica através do número 104 mais os três primeiros números do prefixo telefônico, com o CPF e o RG em mãos e indicar um número telefônico para contato.

A empresa de telefonia fixa tem, atualmente, 80% de sua rede no Estado digitalizada. As próximas centrais que deverão ser instaladas em Bauru também contaram com esta tecnologia, chamada de linha inteligente.

Balanço da privatização

Para a Telefonica, o balanço dos resultados após um ano do leilão de privatização do Sistema Telebrás é positivo (ainda que muitos usuários não pensem da mesma forma), porque boa parte das metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações

(Anatel), para até 31 de dezembro deste ano, estão sendo cumpridas.

A empresa cita como exemplos o total de linhas fixas e os acessos celulares em serviço. Na área de atuação do Grupo Telefonica, existem 8,9 milhões de linhas fixas e 2,4 milhões de acessos celulares em serviço. Segundo a assessoria de imprensa, esses números revelam um crescimento de 24,5% e 94%, respectivamente, em relação aos números de julho de 1998.

O Grupo Telefonica atua em seis Estados brasileiros: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe. O conglomerado controla três operadoras de telefonia fixa (Telesp, CTBC, e CRT) e três operadoras de telefonia celular (Telerj, Telest e CRT), além de deter participação em outras três operadoras de telefonia móvel (Telebahia, Telergipe e Telesp Celular).

A Telefonica, empresa originária da Espanha, é o maior grupo privado daquele País, e registrou , em 1998, uma receita bruta de US$ 19,3 bilhões, com crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. No Brasil, a empresa ocupa a terceira posição no ranking dos cem grupos privados do País em volume de receita, com US$ 9,4 bilhões em 98, e o primeiro lugar em patrimônio líquido (US$ 10,4 bilhões), segundo a revista Exame.

Neste primeiro ano de privatização, a Telefonica diz que, desde que assumiu a Telesp, o número de linhas fixas instaladas vem superando, sistematicamente, as metas fixadas pela Anatel. A posição atual é de 8,45 milhões de linhas, superior em 8% à meta fixada pela Anatel para 31 de dezembro próximo, que, de acordo com a empresa, era de 7,84 milhões.

O desempenho do novo sistema de Discagem Direta à Distância

(DDD) também está dentro dos níveis de qualidade previstos nas metas fixadas pela Anatel. De acordo com a empresa, desde o início da operação do novo DDD, o

índice de ligações completadas dentro da sua área de atuação ultrapassou a média histórica de 55%.

Usuários reclamam

Mesmo com todos estes números favoráveis, ontem, no Procon, órgão de defesa do consumidor ligado

à Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes), existiam pelo menos 18 processos de consumidores reclamando da empresa de telefonia.

Quatorze processos diziam respeito ao aumento elevado de pulsos e cobrança de serviços não utilizados. Outras quatro reclamações restantes estavam relacionadas

à demora na transferência de linhas de uma central para outra. A cidade de Bauru está dividida em seis centrais telefônicas.

A dona-de-casa Júlia Maria Mondini é um exemplo da demora na transferência. Há mais de dois meses ela tenta, sem sucesso, fazer a transferência de seu telefone da área central, onde morava, para a Vila Independência, para onde se mudou com a família. Além disso, o número de seu telefone está sendo usado por um outro cliente há dois meses.

Em maio deste ano, ela se mudou para a Vila Independência e pediu para a Telefonica fazer a transferência de sua linha telefônica. No dia 25 de maio foi informada, via carta da empresa, de que essa mudança de endereço só poderia ser feita no final de outubro.

A justificativa dada para a demora foi que a Telefonica precisava desse tempo para fazer os ajustes necessários. Outro motivo seria a falta de linhas na central que abrange o bairro da reclamante. Entretanto, a consumidora afirma que sua vizinha tem uma linha telefônica que quer alugar ou vender.

A empresa explicou que está estudando a ampliação da central daquela área, mas que isso só será possível com a construção de uma novo prédio. Até lá, a reclamante terá que esperar.

No Procon, o advogado do órgão, Luis Alan Barbosa Moreira, disse que o prazo estipulado para a transferência de linha dentro de uma mesma central é de sete dias. Já para centrais diferentes, não existe um prazo pré-determinado.

O representante do Procon afirmou que a usuária teria que ser ressarcida de alguma maneira pela empresa, por este tempo em que está impossibilitada de usar seu próprio telefone, comprado em 1983.

Moreira adiantou ainda que irá realizar uma reunião com o representante regional da empresa, até o final desta semana, quando serão cobrados esclarecimentos para os consumidores.

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