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Combate a insetos

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 3 min

DSC declara guerra aos pernilongos

DSC declara guerra aos pernilongos

Texto: Adriana Rota

O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem recebido reclamações de moradores de diversos bairros dando conta de uma invasão de pernilongos, que estão em época de reprodução acelerada. Para tentar combatê-los, solicitou à Secretaria das Administrações Regionais (Sear) que faça uma limpeza ao redor dos rios que cortam a cidade.

Essa preocupação decorre do fato de que o pernilongo Culex (comum), diferentemente do Aedes aegypti, prefere a água suja para se reproduzir. Como está havendo muito despejo de lixo nesses locais, a limpeza é uma forma de barrar a proliferação.

Outra idéia é conseguir verbas para a compra e aplicação de um bioinseticida que elimina as larvas, seja via Prefeitura ou iniciativa privada. Num prazo de 20 dias após a aplicação, de acordo com a diretora do DSC, Maria Helena Abreu, 39 anos, já é possível perceber a diferença, porque esse é o período de vida média do pernilongo. Mas, para obter resultados realmente satisfatórios, somente após um tempo prolongado.

Enquanto a solução não é viabilizada, Maria Helena solicita que a população evite despejar lixo nas calçadas ou terrenos baldios. O uso de inseticidas também devem ser evitados, porque eles são capazes de provocar mutações nos insetos, que se tornam resistentes e o combate torna-se ainda mais difícil.

Outro fator desencadeante da reprodução dos pernilongos

é o desmatamento, seja por corte da mata ou fogo de origem criminosa. Nesse ponto a diretora do DSC também chama a atenção da comunidade. "Esse tipo de atitude causa um desequilíbrio ecológico que obriga os insetos

- dentre eles o pernilongo - a sair em busca de alimento.

A orientação de Maria Helena é que sejam colocadas telas nas janelas e portas e que as casas sejam fechadas antes do anoitecer. Fórmulas populares, como a colocação de um recipiente com vinagre no ambiente, embora não tenha comprovação científica, podem ser arriscadas. Outra tentativa caseira, embora pareça estranha, é substituir os refis dos aparelhos repelentes que se coloca nas tomadas por cascas de laranja ou limão, que contêm uma substância chamada citronela, capaz de afastar os pernilongos.

Quanto à possibilidade de uma nebulização em toda a cidade, Maria Helena descarta veementemente. "Esse tipo de atitude só é tomada em casos extremos como epidemias. Tivemos 300 casos confirmados de dengue e optamos por não fazê-lo. É melhor todos contribuírem com a prevenção da infestação", afirmou.

Para a diretora do DSC, um dos maiores problemas enfrentados nas tentativas de controle a doenças é a falta de colaboração da população, ainda sem a devida consciência de cidadania. Segundo ela, há pelo menos 10 anos fala-se insistentemente no assunto, mas as mudanças de hábito só ocorrem a longo prazo. Ainda assim, o órgão possui um cronograma de palestras em escolas e visitas a feiras livres, supermercados e eventos em geral para esclarecer a respeito da prevenção, especialmente sobre o lixo, veículo propício para o desenvolvimento de grande parte das doenças.

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