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Arrimo

Redação
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Falta de muro compromete 80 casas

Falta de muro compromete 80 casas

Relatório aponta que casas do núcleo Maestro Júlio Ferrari estão correndo risco de desmoronamento

Lençóis Paulista - Oitenta famílias moradoras do conjunto habitacional "Maestro Júlio Ferrari", em Lençóis Paulista estão exigindo a construção de muros de arrimo. A reivindicação foi levada à Prefeitura Municipal que por sua vez acionou a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), a fim de preservar as condições dos imóveis.

A reivindicação, apresentada em abaixo-assinado, diz respeito à etapa mais recente do bairro, cujas casas foram entregues há três anos e já correm risco de ser atingidas por desmoronamento, segundo informa o relatório da assistente social e agente municipal de habitação, Ana Maria Rosa, após levantamento orientado pelo Departamento Municipal de Obras e Engenharia.

Devido à grande declividade dos terrenos, as casas foram edificadas em lotes nivelados mediante aterros e taludes de grandes proporções. Essas anomalias topográficas geram um risco permanente, admitido, inclusive, pelos próprios engenheiros da CDHU desde a entrega das 250 casas, como um problema que requer a construção de muros de arrimo. Só depois da ocupação das casas os mutuários puderam verificar a situação e passaram a questionar tais condições, tratando-se de imóveis financiados

à população de baixa renda.

"Hoje, três anos após a entrega, essas casas estão correndo risco de desmoronamento devido aos taludes estarem cedendo em função da remoção parcial e do escoamento de águas pluviais, colocando em risco a vida das famílias", aponta o relatório. Em alguns casos, o muro de arrimo estrutural deverá ter altura de até cinco metros, tal é o desnível com o terreno vizinho. Isso, segundo a conclusão da Prefeitura, inviabiliza o custo da construção para os mutuários. Mesmo aqueles que construíram os muros com os parcos recursos próprios, utilizando mão-de-obra barata e material insuficiente, terão de refazer a obra porque a construção está comprometida.

Embora a regional da CDHU tenha informado ser de competência dos mutuários a resolução do problema, o prefeito José Prado de Lima entendeu as razões por eles apresentadas em reunião em que manifestaram as reivindicações, verbalmente e através de abaixo assinado. O parecer social assinado pela agente municipal de habitação recomenda a adoção de medidas por parte da CDHU, "uma vez que o mesmo foi ocasionado na estruturação do bairro, independente da existência e participação do mutuário no processo". No documento, a Prefeitura pede com urgência a tomada de providências para evitar que os problemas se agravem diante das condições climáticas desfavoráveis, principalmente a ação da chuva, provocando erosão. Na conclusão do relatório, Ana Maria Rosa afirma a necessidade de melhor avaliação técnica dos aspectos físicos e defende o direito dos mutuários serem contemplados com moradias seguras e que cumpram a finalidade de lhes proporcionar as condições básicas para uma vivência familiar e social digna, a fim de que possam exercer na plenitude a sua cidadania.

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