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Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

Mãe vai cuidar do bebê já no hospital

Mãe vai cuidar do bebê já no hospital

Texto: Adriana Rota

Bebês não vão mais para berçário na Santa Isabel; objetivo é que mãe aprenda a cuidar do filho ainda na Maternidade

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) instalou há 17 dias na Maternidade Santa Isabel um programa inovador de atendimento à parturiente e ao recém-nascido, deixando-os em contato permanente após o parto. A medida visa uma maior proximidade e a oportunidade de a mãe aprender a lidar com o filho ainda dentro do hospital, recebendo orientações.

Uma equipe disciplinar formada por assistentes sociais, enfermeiras, psicólogas, nutricionistas, obstetras e pediatras fazem um acompanhamento intenso, dando à mãe noções sobre higiene, curativos, retirada dos pontos, sangramentos, cuidados com o bebê, amamentação, dentre outros assuntos relevantes para um relacionamento e condições de saúde adequados. Um folheto também é entregue, para que eventuais dúvidas sejam retiradas. Elas têm, ainda, a oportunidade de cuidar do filho após receberem orientações e presenciarem o ato.

Os profissionais envolvidos no projeto disseram que visaram, basicamente, o desenvolvimento da afetividade, a conscientização para o aleitamento materno, uma maior proximidade no relacionamento com a equipe e a diminuição da probabilidade de infecção hospitalar. O resultado até agora foram menos dúvidas e mais segurança, que trazem satisfação pessoal também para a equipe.

De acordo com o superintendente da AHB, Reinaldo Rocha, a idéia do projeto foi amadurecida durante um ano, durante o qual foram realizadas visitas e consultas a especialistas na área. Para a efetivação do projeto foram gastos R$ 3 mil oriundos do programa "Hospital Amigo da Criança", da Secretaria de Estado da Saúde, mais R$ 2.100,00 da própria AHB, que teve de adaptar os quartos.

Passaram pelo projeto, até a última quinta-feira, 91 mulheres com partos pelo Sistema Único de Saúde

(SUS), 27 pelos convênios e 37 particulares. Por enquanto, apenas as pacientes do SUS que passam por cesarianas não fazem parte do programa, o que deve começar a ocorrer a partir do próximo mês.

Aprovação

Todas as mães internadas na ala do SUS na tarde de ontem mostraram-se satisfeitas com as medidas. Experientes ou de "primeira viagem", elas destacaram a importância de estar ao lado dos filhos e poderem "socorrer" cada vez que eles emitem qualquer sinal.

"A gente pode ver o que está acontecendo com eles o tempo todo, diferente das outras vezes", disse Rosicléia Siqueira, 24 anos, mãe de Lucas e de mais duas crianças maiores.

Adriana Silva de Araújo, 22 anos, mãe de Andrei, também gostou da novidade. "Percebi que o bebê fica bem mais tranqüilo, parece que ele sente sua presença".

A novata Cristiane Dias Pedro, 18 anos, cujo bebê ainda não havia recebido o nome (tinha nascido havia menos de duas horas), disse ter sido surpreendida pela modificação.

"A orientação que a gente recebe aqui é muito importante", destacou.

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