Geral

Mercado fotográfico

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Final do ano deve registrar "boom" fotográfico

Final do ano deve registrar "boom" fotográfico

O cenário pessimista do primeiro semestre, com a desvalorização do real e a alta do dólar, parece estar ficando para trás. Pelo menos para o setor ligado à fotografia. Com a aproximação das festividades do final do ano, esse segmento deve registrar o melhor "reveillon" de sua história.

"Nós tivemos um ano de 99 difícil mas o que se observa para o inicio do ano 2000 é um boom de vendas na área fotográfica", comemora Edmundo Salgado, diretor da Noritsu, empresa líder no mercado de revelação em uma hora, fabricante dos minilaboratórios.

Salgado lembra que este final de ano está sendo considerado como uma data mágica e o mercado fotográfico, que no primeiro semestre trabalhou com uma previsão de queda de 40% no faturamento, já pressente o bom momento. Tanto

é que já apostam num faturamento igual ao do ano passado. "Deve ser o reveillon mais fotografado de todos os tempos", avalia o executivo da Noritsu.

A Noritsu é uma empresa japonesa que está há dez anos no Brasil, sendo hoje a líder de mercado, com uma participação de 50%. Pelo potencial do mercado brasileiro, a empresa aposta em dias ainda melhores para os anos seguintes.

De acordo com Salgado, o mercado brasileiro de cinco anos para cá mais do que dobrou de tamanho. Atualmente, é o sétimo mercado do mundo e tem potencial para estar entre os cinco maiores até 2005. Entre os países emergentes, o Brasil é o único que, em 5 anos, tem possibilidade de dobrar de tamanho.

Salgado lembra que há oito anos, os minilabs ainda tinham pouca aceitação no mercado. No início dos anos 90, era difícil encontrar mais de dois minilabs nas cidades com até 1 milhão de habitantes. Hoje, revela, já é possível encontrar este tipo de serviço em cidades com cerca de 30 mil pessoas. Em Bauru, por exemplo, há cerca de 15 minilaboratórios em pleno funcionamento.

Na sua opinião, o principal fator que possibilitou a disseminação dos minilabs no País foi sua imensa extensão territorial.

"É até uma questão logística". Os minilabs fazem tanto sucesso no Brasil que 95% dos filmes batidos, são revelados por este tipo de equipamento. Em outros países, como por exemplo nos EUA, este número chega no máximo a 65% do total de filmes executados.

O receio de que esse sistema de revelação reflete uma qualidade menor já esta superado garante Edmundo Salgado. Hoje, com a melhoria da qualidade dos filmes e equipamentos ofertados pelo comércio nacional, somados com as novas tecnologias introduzidas nos minilabs, a qualidade da revelação não deve em nada para os outros processos.

Nem mesmo as inovações anunciadas com a tecnologia digital de captura de imagem amedronta a Noritsu. "Uma coisa

é a captura da imagem pelo processo digital e outra é a revelação", argumenta Salgado. Conforme sua explicação, o filme tradicionalmente conhecido hoje, cuja revelação é feita através de processo químico, não deve sofrer nenhum "abalo forte" por causa da tecnologia digital, nos próximos cinco anos.

O chamado mercado tradicional movimenta atualmente 97% do bolo fotográfico mundial. A fotografia digital ainda não se popularizou, diz Salgado, porque ainda não há condições de se produzir uma câmera digital com custo e qualidade que caibam no bolso do consumidor.

Revista Fhox

Uma das maiores publicações brasileiras sobre fotografia, a revista Fhox, deve trazer em sua próxima edição uma reportagem sobre a empresa bauruense Quality Color, que atua no segmento de fotografia. A matéria deve dar destaque ao desempenho e o crescimento da Quality, num mercado cada vez mais competitivo.

O editor e diretor da revista, Carlos Dreher, disse que a intenção da revista é "mostrar o exemplo da Quality para o Brasil". A Fhox não trata somente de matérias sobre equipamentos. Também traz reportagens relacionadas a negócios e pessoas que vivam comercial ou profissionalmente da fotografia, em duas áreas distintas: a do fotógrafo e a de processamento.

Comentários

Comentários