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Dia do jornaleiro

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Dia do Jornaleiro é comemorado hoje

Dia do Jornaleiro é comemorado hoje

Texto: Patrícia Zamboni

Neste dia 30 de setembro é comemorado o Dia do Jornaleiro. Ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, essa antiga profissão não tem nada de monótona, e conquista os donos de bancas de jornais e revistas com um dia-a-dia marcado pelo contato direto com o público. Dependendo do local em que a banca está instalada, muda o perfil da clientela. Em locais de grande fluxo de estudantes, por exemplo, a procura maior é por jornais e publicações mais "intelectualizadas".

Mas independente do ponto em que a banca está há um consenso entre os jornaleiros que foram entrevistados: todos adoram a profissão, mesmo com uma rotina que exige levantar cedo todos os dias e sem pausa para o descanso mesmo aos domingos e até em feriados. As vendas também diminuíram de alguns anos para cá pelo fato de muitas pessoas preferirem fazer assinatura de jornais e revistas para ter a comodidade de receber sua leitura em casa. Mas nada disso parece abalar os fiéis jornaleiros.

"Eu levanto às quatro e meia da manhã e uma hora depois já estou saindo para pegar os jornais e as revistas, arrumo tudo aqui na banca e às sete horas abro as portas. Mas tem muitas pessoas que batem na porta antes de abrir, pedindo jornal. Faz cinco anos que eu comprei essa banca, depois que me aposentei. Sempre quis fazer alguma coisa depois da aposentadoria porque é muito ruim ficar sem ter contato com as pessoas. Eu adoro ser jornaleiro, só que aqui não tem feriado, não tem dia santo, não tem descanso. Os únicos dois dias do ano que eu não trabalho é Natal e ano novo", conta Sidney Armate, 53 anos.

Para ele, a melhor coisa da profissão de jornaleiro é o contato com as pessoas. Sidney diz que tem muitos clientes que vão até a banca para adquirir algum produto e ficam durante longo tempo conversando com ele, uma pessoa simpática e muito comunicativa. "Você aprende muito com as pessoas, ganha clientes fiéis e faz amizades", diz Sidney.

Hirofumi Yorioka, 79 anos, abre sua banca todos os dias às 7h30 e vai embora às 21h30. Essa rotina se repete há 23 anos, e ele já fez tantas amizades que não é difícil chegar em sua banca e ver algum cliente "tomando conta" do local enquanto ele toma um cafézinho. Hirofumi compartilha da opinião de Sidney quanto à vida agitada do jornaleiro, com pouco tempo para descansar. Mas aos 79 anos e com uma vida de trabalho diário, Hirofumi está sempre distribuindo sorrisos e fazendo questão de conversar com seus clientes, principalmente aqueles mais fiéis, que segundo ele, são muitos.

Wagner Afonso Ribeiro de Campos, 37 anos, assumiu uma banca de jornais e revistas há um mês, e já percebeu o ritmo acelerado dessa profissão. "O ritmo é um pouco puxado porque tenho que ficar o dia inteiro na banca. Mas é um ramo muito gostoso de se trabalhar, porque você se informa sobre tudo e faz amizade com muita gente. Converso sobre todos os assuntos com meus clientes", completa o jornaleiro Wagner.

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