Rubéola é leve, mas ainda preocupa grávidas
Rubéola é leve, mas ainda preocupa grávidas
Texto: Andréia Alevato Ascari
A Rubéola é uma doença viral leve e com bom prognóstico, mas, ainda preocupa as doentes grávidas. Contraída nos três primeiros meses da gravidez, pode resultar em doenças congênitas com malformações graves nos bebês, como cegueira, surdez, lesões cerebrais, problemas cardíacos ou até mesmo a morte do feto.
Atinge com maior frequência crianças que já frequentam escola, adolescentes e adultos jovens.
O período de incubação varia entre 14 e 21 dias. Cerca de 25% das pessoas doentes não apresentam qualquer sintoma da doença.
Transmissão
O contágio ocorre desde alguns dias antes até o aparecimento do exantema e é transmitida através de secreções contaminadas da orofaringe.
Nas gestantes a contaminação do feto é feita através do sangue que vai alimentar o feto.
Sinais e Sintomas
Os primeiros sintomas são:
* Febre baixa;
* Coriza, tosse e conjutivite;
* Dor na garganta;
* Falta de apetite;
* Náuseas;
* Dor de cabeça.
São mais comuns em crianças maiores e adultos jovens, sendo raro nas crianças menores. Dura de um a cinco dias antes do aparecimento da erupção cultânea.
Depois, no período eruptivo, os sintomas são:
* Exantema máculo-papular discreto, podendo ser pruriginoso que se inicia no rosto e se espalha para as extremidades. Dura em torno de 1 a 5 dias (a média de duração
é de 3 dias);
* Caroços nas regiões cervicais posteriores e atrás das orelhas;
* Febre ausente ou baixa;
* Dores articulares, que são mais comuns nos adolescentes e adultos jovens, notadamente nas mulhres.
Tratamento e cuidado
A vacina é a Tríplice Viral (MMR), que imuniza a criança contra rubéola, sarmapo e caxumba. Faz parte do calendário de vacinação obrigatória, portanto, é gratuita e está disponível na rede pública. A primeira dose deve ser aplicada entre 15 e 18 meses da criança e o reforço, entre 4 e 6 anos. Se a vacinação for feita corretamente, a eficácia fica em torno de 98%, de acordo com o pediatra Luiz Fernando Ribeiro.
O tratamento da rubéola é muito variado. Banhos de aveia podem ser tomados para diminuir a coceira.
A criança deve ser afastada da escola até sete dias após o aparecimento da erupção cutânea.
Outro cuidado é vacinar as meninas pré-púberes, para evitar rubéola na gestação.
A criança com rubéola congênita pode contaminar mulheres gestantes até um ano de idade e deve ser evitado o contato entre elas nesse período.
Complicações
As complicações são raríssimas. Mas, se acontecerem podem ser encefalites ou púrpura trobocitopênica.
No caso de rubéola congênita, no recém-nascido, as alterações são muito variadas e dependem da idade gestacional na qual foram submetidos. Podem variar desde malformações graves a alterações inflamatórias de todos os órgãos e sistemas.
O Sarampo
O sarampo é uma doença viral, altamente contagiosa e que no Brasil é uma das principais causas de óbito em desnutridos. Possui quatro fases distintas: o período de incubação (8 a 14 dias), período prodômico, período eruptivo e o de convalescença. O contágio ocorre dois dias antes dos pródomos e até cinco dias após o aparecimento do exantema, sendo a transmissão através de gotículas contaminadas de secreção da orofaringe. Atinge crianças desde os nove meses de vida até os 10 anos de idade. Mas há casos em adolescentes e adultos jovens, mesmo os que foram vacinados na infância.
Sintomas
No início, parece uma gripe forte e dura, em média, de 2 a 4 dias. Há presença de febre alta, tosse, coriza, conjutivite, prostração, dor de garganta, falta de apetite, dificuldade de olhar para a claridade (fotofobia), manchas de Koplic, lesões esbranquiçadas na mucosa cutânea, que desaparece dois dias após o seu aparecimento. São as lesões características do sarampo.
O período eruptivo (exantemático) começa por volta do 5.º dia. Aparecem manchas vermelhas e elevadas na pele, que iniciam atrás das orelhas e progridem da cabeça para os membros. O aspecto da face é de uma "criança chorona". Febre alta, que persiste por mais de 48 horas, após o aparecimento das erupções, laringite com dificuldade respiratória, diarréia e vômitos.
No período de convalescença a exantema regride entre 4 e 7 dias, transformando-se em manchas de coloração cobre e com descamação fina da pele e há regressão gradual dos demais sintomas.
Tratamento
A criança deve ser levada ao médico. Deve se dar muita água, para haver hidratação, higiene ocular e nasal, umidificação de ar, diminuição da iluminação do ambiente, repouso para baixar a febre e evitar o contato com pessoas doentes a afastar as que não tiveram sarampo.
A vacina faz parte do calendário de vacinação obrigatória, está disponível na rede pública de saúde e é gratuita. A vacina contra sarampo deve ser tomada quando a criança completar nove meses. Depois, entre os 15 e 18 meses, a criança toma a vacina Tríplice Viral, que também imuniza contra sarampo, além de caxumba e rubéola. O reforço dessa vacina é aplicado a partir dos 4 anos de idade.
Escarlatina
A escarlatina é uma doença bacteriana, altamente contagiosa, causada pelo estreptococo beta-hemolítico. A intervenção deve ser rápida para evitar a ocorrência de, principalmente, problemas cardíacos, e eventualmente problema hormonal, segundo o pediatra Luiz Fernando Ribeiro. Sua gravidade é variável, dependendo muito do estado nutricional da criança.
O tratamento é a base de antibióticos.
A manifestação é através febre alta, calafrios, vômitos, dor de garganta, dor abdominal e cefaléia. Pode haver também coceira. Depois, a doença evolui através da pele, que fica avermelhada, dolorida e inchada. Geralmente atinge extremidades, como antebraços e pés. Quando vai melhorando, a pele tem uma descamação fina.
"Na maioria das vezes, ela evolui de maneira satisfatória, mas a escarlatina pode evoluir também com alguma complicação renal", afirmou Maria Helena de Abreu, do Departamento de Saúde Coletiva.
O período de incubação é de 2 a 7 dias.