PFL não abriga izzistas, diz Dudu
PFL não abriga izzistas, diz Dudu
Texto: Nélson Gonçalves
O presidente do PFL Dudu Ranieri afirma que partidos como o PTB abrigaram muito mais integrantes Izzo
O empresário Dudu Ranieri pretende que seu nome não seja colocado apenas como um dos comandantes de partido com potencial para ser candidato a prefeito no próximo ano. O presidente da comissão provisória do PFL vem reforçando que a legenda não será coadjuvante na disputa e, da mesma forma, não aceita a pecha de abrigo de izzistas. A resposta de Dudu vem depois que alguns correligionários demonstram descontentamento com o arco de possíveis alianças que podem surgir, onde partidos comandados por ex-integrantes da gestão anterior estariam contando com o PFL para uma coligação.
O raciocínio da crítica ao PFL é a de que o partido, assim como o PDT, abriu tanto o leque para abonar novas filiações que acabou formando uma colcha de retalho política. Dentro desse universo, pefelistas como Primo Mangialardo, além de outros, deixaram a legenda alegando perda de identidade política. Dudu Ranieri não poupa análise para rebater a afirmação. Referindo-se especificamente a Primo Mangialardo, o empresário fala que "é oportunista. Saiu do PFL porque acha que isso
é vantagem para ele, na disputa eleitoral. Mas não tem nenhum sentido alegar que é porque o PFL abriga izzistas. Até porque o Primo foi para o PTB que é o partido que tem mais ex-integrantes da gestão anterior, inclusive com uma bancada que apoio o governo Izzo e com os principais ex-líderes do PFL, que esteve no governo Izzo".
Dudu Ranieri garante que também não tem nenhum sentido falar em aproximação do PFL com legendas recém-formadas que são lideradas por ex-integrantes do governo Izzo. Seriam o caso do PTN, comandado pelo ex-chefe de Gabinete de Izzo, Alonso Campoi Padilha, do PSC e do próprio PSL, de Roza Izzo.
Dudu acha que estão usando de forma maldosa a citação de pessoas que fizeram parte da gestão passada, quando se fala em composição política. "Se alguém falar em composição com o PSL é claro que estará falando em se aproximar do Izzo, porque o partido é comandado pela esposa e pelo grupo dele. É o mesmo caso de quem esteve do lado do ex-prefeito em projetos políticos. Mas não é certo, nem justo, citar alguém que desempenhou um trabalho na gestão anterior e que não tem nenhuma afinidade e não aceita os erros administrativos que o Izzo cometeu", cita.
O presidente do PFL lembra que foi um dos poucos empresários a abraçar o movimento "Fora-Izzo", enquanto "oportunistas esperavam as páginas dos jornais para ler quem era a próxima vítima, com bombas e tiros. Eu participei ativamente do movimento, para sensibilizar muitos vereadores e a opinião pública e muitos dos que querem falar agora se omitiram. Eu não vou fazer composição com o Izzo ou qualquer partido que o represente".
A citação sobre a presença de ex-integrantes da gestão passada no PFL, ou izzistas, foi alimentada a partir da saída de Primo Mangialardo, mas os comentários tomaram força quando Dudu abonou fichas de nomes conhecidos. Foram citados o ex-presidente do DAE, João David Felício, o emissário de Izzo, Aparecido de Oliveira (Piraju), Sílvia Azambuja e outros. "O João David e o Piraju foram professores no Liceu há 20 anos é bobagem ficar falando em ser izzista ou não quando se fala em conteúdo político", comenta.
Para Dudu, a discussão política não pode ser resumir a esses pontos e o que está acontecendo é oportunismo de alguns "omissos da história política mais grave de Bauru". Ranieri considera que "se for falar em izzismo o PTB tem a maior turma, desde os que saíram do PFL aos integrantes da gestão anterior que para lá foram. O PPB também tem uma turma muito grande e esteve junto com ele até perto do fim. As bancadas desses partidos estiveram sempre com o governo do ex-prefeito. Mas nem por isso acho justo que o nome de pessoas sejam colocadas dessa forma".