Dom Aloysio integra comissão da CNBB que vai a Brasília
Dom Aloysio integra comissão da CNBB que vai a Brasília
A comissão episcopal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual o bispo diocesano de Bauru, dom Aloysio José Leal Penna, faz parte, vai, hoje, discutir a conjuntura do País e a reforma tributária com o ministro da Fazenda, Pedro Malan.
Conforme explicou dom Aloysio, a comissão episcopal se reúne mensalmente para discutir os problemas do Brasil. Especialistas dos assuntos discutidos são convidados para participar e expor a conjuntura do País naquele setor, em cada uma das reuniões.
Na última reunião, realizada em setembro, o assunto foi a reforma tributária, tendo como palestrantes o deputado federal Germano Rigotto (PMDB-RS), presidente da comissão especial na Câmara que analisa a reforma tributária, e o advogado tributarista Ives Gandra. A reunião de hoje com Malan, segundo dom Aloysio, será um debate sobre a situação do País.
A expectativa da CNBB é de que o ministro da Fazenda vai colocar a posição do Governo e a CNBB, por sua vez, vai argumentar e apontar as falhas sociais da atual política do governo federal. O bispo de Bauru disse que os resultados práticos da reunião em favor da população são difíceis de serem conseguidos e dependem do poder de argumentação dos bispos.
Sobre a reforma tributária, a CNBB acha que os impostos sobre produtos alimentícios de primeira necessidade têm que ser reduzidos. "Os impostos encarecem muito mais o alimento no Brasil, em comparação a países ricos. A Inglaterra, por exemplo, tem custo zero de imposto para alimentos de primeira necessidade. No Brasil, o imposto sobre esses mesmos alimentos chegam a 25%", disse o bispo.
Outro assunto que será bastante discutido pelos bispos na reunião com Malan será o desemprego. "Se o nosso produto é mais caro que o importado, significa que estamos alimentando o emprego de outro país em detrimento do Brasil. Com o produto interno com custo elevado, o consumidor prefere o importado, levando a fechamento de fábricas aqui no Brasil", explicou dom Aloysio. A CNBB também vai cobrar de Malan o combate à sonegação de impostos, principalmente por parte de grandes bancos e empresas.