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Suspeita de homicídio

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Mendigo é encontrado carbonizado

Mendigo é encontrado carbonizado

Texto: Adriana Amorim

Um corpo, provavelmente de um mendigo, foi encontrado carbonizado ontem em um terreno baldio localizado na quadra 10 da rua Olavo Moura, no Jardim Carolina. O delegado do 4º Distrito Policial, Fábio Mariotto, instaurou inquérito policial para investigar o caso, mas já trabalha com a hipótese de homicídio. João Domingues dos Santos, 40 anos, foi preso na Cadeia Pública por ser o principal suspeito do crime.

O delegado foi acionado por volta das 12 horas, depois de receber um telefonema. Segundo ele, o corpo estava irreconhecível.

"Quando cheguei no local, o corpo ainda estava quente e saindo fumaça", acrescenta o delegado. Não foi encontrado nenhum tipo de identificação.

Ontem, duas pessoas foram ouvidas. Uma delas é o andarilho João Domingues dos Santos, que mora em um barraco improvisado há cerca de 15 metros de onde o corpo foi encontrado. Ele disse que não havia visto o corpo na manhã de ontem e que não sabe como teria acontecido o incêndio.

Santos declarou em seu depoimento que cerca de nove andarilhos teriam se reunido na noite anterior para fazer um churrasco. Disse que saiu do local enquanto ainda havia pessoas no churrasco e que teria presenciado o início de um desentendimento. Forneceu o nome e o provável endereço dos participantes da reunião.

Um deles foi ouvido ontem pelo delegado e também negou qualquer envolvimento. Os dois que prestaram depoimento afirmaram não saber o nome do mendigo morto.

O delegado acredita que uma briga pode ter dado início ao homicídio. No local, ele encontrou apenas uma espeto

- que foi recolhido para perícia -, os tijolos que serviram como churrasqueira, carvão e o barraco de Santos totalmente destruído. Ele já tem passagem pela Polícia de Reginópolis por roubo e furto. O delegado disse que outros mendigos que participaram do churrasco também têm antecedentes criminais.

Sem identificação

Caso ninguém apareça para tentar reconhecer o corpo, o mendigo será enterrado como indigente. Segundo O Instituto Médico Legal (IML), foi impossível identificar as impressões digitais devido ao estado da vítima.

A combustão eliminou todo o sangue do corpo e deixou o mendigo irreconhecível. Ele apresentava vários cortes, mas o IML não pôde precisar se eles teriam sido provocados antes do incêndio. É possível que a pressão da carbonização tenha causado uma espécie de explosão, ocasionando a saída de vísceras. Segundo o IML, o mendigo devia ter cerca de 1,70 metro de altura e 30 anos de idade.

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