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Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Fogo destrói 8 hectares do Jardim Botânico

Fogo destrói 8 hec do Jardim Botânico

Texto: Adriana Amorim

Uma área de oito hectares de mata nativa do Jardim Botânico, o equivalente a 10 campos de futebol, foi destruída ontem por um incêndio que demorou mais de cinco horas para ser apagado. O fogo chegou perto da nascente do córrego Água Limpa, o único que ainda está livre da poluição em Bauru.

O incêndio começou por volta das 11 horas na reserva da Universidade Estadual Paulista (Unesp) ao lado do Jardim Botânico e só foi controlado no meio da tarde. A direção do local acredita que o incêndio tenha origem criminosa. Dois tocos de vela foram encontrados próximo ao foco principal do fogo, o que leva a crer que o local tenha sido usado para algum tipo de "trabalho" religioso. "Em um lugar como esse, é proibido que seja feita qualquer coisa desse tipo", explica o diretor do Jardim Botânico, Luiz Carlos de Almeida Neto.

O vento e a vegetação parcialmente seca colaboraram para que o fogo se alastrasse rapidamente e atingisse as maiores proporções de destruição desde 94, ano em que foi criado o Jardim Botânico. A primeira preocupação foi em evitar que o fogo chegasse à área de fundo de vale do córrego Água Limpa e se expandisse nessa direção.

O trabalho de combate ao incêndio foi feito inicialmente por sete funcionários do Jardim Botânico e dois bombeiros. Por volta das 15 horas, uma equipe formada por 24 funcionários da Secretaria das Administrações Regionais chegaram ao local para terminar de apagar pequenos focos que ainda restavam do incêndio. Foram usados abafadores e líquido detergente próprio para conter o fogo.

Perda

O acidente atingiu uma área de cerrado que passava por regeneração natural que abriga várias espécies de animais como veado catingueiro, tatu, tamanduá mirim e vários tipos de aves. "Nós lamentamos muito porque esse incêndio criminoso acabou com essa área que estava se regenerando e colocou em risco as margens do córrego

Água Limpa", lamenta o diretor do Jardim Botânico.

A área geralmente sofre com os incêndios no inverno,

época em que

a estiagem é mais longa. Este ano, no entanto, poucos e pequenos focos de incêndio foram registrados. "Infelizmente aconteceu agora, quando já tinha chovido", diz o diretor.

"É terrível porque a gente fica impotente diante do fogo, que chega a atingir cerca de três metros de altura".

Almeida Neto elogiou o trabalho do Corpo de Bombeiros e da equipe do Jardim Botânico que combateram o avanço do fogo e disse que os estragos poderiam ter sido maiores se os funcionários da Secretaria das Administrações Regionais tivessem chegado mais rápido ao local.

O Jardim Botânico enfrenta dificuldades para evitar acidentes como este devido à precariedade de funcionários que vigiam a região. Apenas dois guardas tomam conta de toda área que equivale a 400 campos de futebol e possui vários acessos. "Enquanto a Prefeitura continuar nessa situação, é difícil fazer algum tipo de contratação", afirma Almeida Neto.

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