Bauru deve ter escritório da Aviesp
Bauru deve ter escritório da Aviesp
Texto: Márcia Buzalaf
Bauru deve ser a próxima cidade a ter uma sede da Associação de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo
(Aviesp). A proposta da associação é descentralizar o Interior do Estado para poder atuar melhor junto aos agentes de viagens. O anúncio foi feito pelo presidente da Aviesp, José Carlos Rocha Vieira, e pelo presidente do Conselho Deliberativo da associação, Wellington Marcondes Cordeiro. Rio Preto, Presidente Prudente, Sorocaba, Jundiaí, Baixada Santista, Lençóis Paulista, Jaú e Botucatu já tem sede regional da Aviesp.
Além da proximidade com o público, Vieira afirma que a sede da Aviesp também fiscaliza as agências de viagens independentes que estão ilegais no mercado e orienta as empresas que querem se legalizar. Segundo os representantes das agências de viagens, existem muitas pessoas trabalhando ilegalmente na área, o que prejudica não apenas as empresas legalizadas mas também os consumidores.
A Aviesp se reuniu com os agentes de viagens de Bauru na última segunda-feira para discutir o assunto e apresentar a proposta.
A sede de Bauru deve abrigar aproximadamente 30 municípios da região de Bauru, que devem discutir os problemas da região. Além disso, Vieira destaca a força que a região pode ganhar com a descentralização:
"Uma coisa é um agente de viagem reclamar na Embratur. Outra coisa é um representante de várias agências reclamando", explica.
Queda
As agências de viagens também foram outro mercado extremamente prejudicado neste ano, principalmente pela desvalorização do Real em janeiro. Vieira diz que muitas agências de viagens e operadoras fecharam este ano, deixando muitos consumidores na mão. As agências que trabalham apenas com viagens internacionais foram as que mais sofreram queda nas vendas.
O mercado perdeu um espaço que estava investindo há tempos, o do Réveillon do ano 2000, pelo alto custo das viagens nacionais e internacionais.
Vieira aponta a rede hoteleira nacional como a maior culpada deste prejuízo de final de ano. Segundo ele, as empresas aéreas seguraram os preços das passagens, mas as diárias de hotel foram reajustadas, o que prejudicou os consumidores.
"Não teve motivo para o aumento. Houve apenas especulação", explica.
Agora, Vieira afirma, muitas agências estão dando descontos de até 50% para as viagens do final de ano pela baixa procura que a data de viagens teve.
Vieira compara esta queda do mercado de turismo àquela ocorrida em 76, quando um depósito compulsório de US$ 1 mil era exigido para as viagens ao exterior. Naquela época, esperava-se que os consumidores deixariam de lado a opção das viagens internacionais. Como neste ano, tanto as internacionais quanto as viagens nacionais tiveram queda acentuada pela medida que parecia prejudicar apenas as viagens para o exterior.
Um mercado que cresceu durante este ano foi o de passagens aéreas para viagens de negócios. Em Bauru, a venda de passagens corporis, como são chamadas, teve um crescimento de 23% em relação ao ano passado. O gerente de vendas da Varig, José Carlos Oliveira Júnior, afirma que apesar da queda nas vendas de viagens de turismo, as viagens de negócios cresceram e podem ser o foco das agências no próximo ano. "Bauru, Marília, Botucatu, toda a região, está dentro deste contexto, de aumentar as vendas de passagens para negócios", afirma Oliveira Jr.