Investigador acusado de matar o pai vai a julgamento hoje
Texto: Ieda Rodrigues
O investigador de polícia José Eugênio de Sampaio Barbosa, acusado de matar o seu pai, Sebastião Barbosa Damas, no Carnaval de 1988 em Bauru, será levado a júri popular hoje, a partir das 9 horas. Ele é acusado de, após matar Damas, colocar fogo no corpo e tentar escondê-lo.
Na época, o crime teve grande repercussão. Barbosa, desde o dia que o corpo foi descoberto, continua no presídio da Polícia Civil, em São Paulo. O juiz do caso será Benedito Okuno. O crime do qual o investigador de polícia
é acusado aconteceu durante o Carnaval de 1998.
Barbosa, segundo apurou a polícia, chegou em casa e encontrou seu pai embriagado e discutiu com ele. Após a discussão, Damas teria apontado uma pistola em direção ao peito do filho e, em seguida, tentado retirar o revólver calibre 38 que o investigador carregava na cintura.
Nervoso, Barbosa teria pego a arma e disparado três tiros aleatoriamente. Os tiros atingiram a cabeça, abdome e nádega de Damas, que morreu. O corpo foi enrolado em um cobertor e levado ao banheiro. No dia seguinte, Barbosa dispensou a empregada da limpeza e deu a ela R$ 140,00 para viajar.
À noite, o investigador foi à locadora e quando retornou teria decidido colocar fogo no corpo do pai. Por volta da 1 hora da madrugada, Barbosa teria reunido móveis, roupas e o corpo do pai no jardim de inverno da casa e ateado fogo. Percebendo a presença de fumaça, os vizinhos chamaram o Corpo de Bombeiros.
Ao entrar na residência, os bombeiros encontraram o corpo de Damas sob um sofá. Barbosa foi preso em flagrante por homicídio qualificado. A ocultação de cadáver e o porte de entorpecentes - na casa foram encontradas 3 gramas de maconha - foram considerados agravantes do crime. Se for condenado, o investigador de polícia pode pegar pena que varia entre 12 e 30 anos de reclusão.