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Corpo de bauruense morto em Portugal

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O corpo do bauruense Evandro Atílio da Silva, 23 anos, que morreu em Portugal no último dia 6, deve chegar a Bauru entre sexta-feira e sábado. Ontem pela manhã, a família de Silva solicitou providências para o traslado do corpo, mesmo faltando R$ 1 mil para completar o valor das despesas funerárias e com avião, orçadas em R$ 10 mil.Evandro chegou à Lisboa, para trabalhar, no dia 6, ficou gripado e logo em seguida morreu de parada cardíaca. A família, muito humilde, desde sexta-feira passada está pedindo colaborações à comunidade em geral para conseguir pagar as despesas do traslado. O prazo para a retirada do corpo era até segunda-feira, mas em função dos apelos da família, foi esticado.O tio do jovem, Edgar Jesus da Silva, afirmou ao JC ontem pela manhã que mesmo sem ter os R$ 10 mil solicitou providências para o traslado do corpo porque, pelo número de ligações telefônicas que a família estava recebendo, deveriam surgir novas doações. À tarde, a família confirmou que já havia conseguido completar a soma necessária para pagar as despesas.A previsão da família é que o corpo chegue a São Paulo na sexta-feira ou no sábado pela manhã. Depois, eles terão que providenciar o traslado do corpo de São Paulo para Bauru. Edgar contou que Evandro, rapaz de origem muito humilde, foi para Portugal para "tentar melhorar de vida".Evandro foi para Portugal, de acordo com seu tio, para trabalhar como office boy e fazer um curso para tentar arrumar emprego em uma floricultura, cuja matriz seria em Bauru. Em Lisboa, Evandro contou com a ajuda de um amigo brasileiro, que mora lá já há algum tempo. O amigo incentivou Evandro a mudar de país, contando que em Portugal é mais fácil conseguir emprego que no Brasil.Aqui em Bauru, Evandro trabalhou em um bingo e ultimamente estava desempregado. Ele queria ganhar mais para ajudar sua mãe, a doméstica Maria Atílio da Silva, com quem morava. Maria, de acordo co Edgar, mora em um barraco de um cômodo, doado por parentes, no Jardim Flórida.Para pagar a passagem, Evandro reuniu dinheiro de seu último salário, doações de amigos e de seu pai, que mora em Foz do Iguaçu. Maria, ao saber da morte do filho, ficou muito abalada e precisou ser internada para receber medicação.

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