Apesar de ter um fluxo menor do que no Centro, as avenidas de bairros têm registrado um grande número de acidentesAs avenidas são as principais vias do bairro e fazem a ligação de uma região a outra e ao Centro. A maioria dos veículos que circula nessas vias são de moradores do próprio bairro. O tráfego deveria ser pequeno e os acidentes quase inexistentes. Mas, não são. Segundo a Polícia Militar, algumas avenidas de bairros são pontos críticos e palco de vários acidentes leves e graves.Segundo o tenente Renato Ramos, comandante da Base Comunitária Noroeste, que abrange 32 bairros, entre eles, o Jardim Bela Vista, Jardim Gerson França, Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges e Vila Nova Esperança, as vias de circulação em que mais ocorrem acidentes são as de entrada da região Noroeste, como a rua São Sebastião, a avenida Pinheiro Machado, rua Alves Seabra, a rua Boa Esperança, rua Padre Anchieta e rua Francisco Alves, onde são registrados também diversos atropelamentos.Para o tenente Flávio Jun Kitazume, comandante da Base Comunitária Sudeste, que abrange bairros Núcleo Presidente Geisel, Jardim Coralina, Jardim Cruzeiro do Sul, Parque das Camélias, Jardim Marambá, Jardim Redentor, Núcleo Octávio Rasi e região, os pontos críticos são cruzamentos da avenida Rodrigues Alves, sentido Centro-bairro, como as ruas Paraná, Pernambuco e Galvão de Castro, e no trevo do Jardim Redentor.Para ele, a implantação do radar eletrônico na avenida Rodrigues Alves, na altura do Horto Florestal, diminuiu consideravelmente o número de acidente na região.Ele afirmou, ainda, que em outras vias dos bairros, como a rua Alziro Zarur (Geisel) e a avenida Cruzeiro do Sul, também acontecem acidentes, só que em menor gravidade."Apesar de imprudentes e de não respeitar muito a sinalização , nessas vias os motoristas andam mais devagar", afirmou o tenente Kitazume.A Base Comunitária Oeste abrange a área que vai desde a Vila Falcão até a Vila Independência e Vila Popular Ipiranga. O tenente Fabiano de Almeida Serpa, comandante da Base, afirmou que a avenida Castelo Branco é a que mais chama a atenção pelo número de acidentes registrados. A avenida concentra grande fluxo e é uma das vias de entrada e saída para Piratininga. Outra avenida que também registra muitos acidentes é a Elias Miguel Maluf, acesso para a rodovia Bauru-Marília. Na última quarta-feira, uma Caravan bateu de frente com um ônibus, no acesso da rodovia Bauru-Marília, ao lado da avenida Elias Miguel Maluf, e três jovens morreram no local. Na área da Base Comunitária Sul, as vias que registram mais acidentes são as avenidas Duque de Caxias e Nações Unidas. De acordo com o tenente João da Costa Duarte, comandante da Base Sul, a implantação dos radares e lombadas eletrônicos contribuiu para a redução do número de acidentes, já que os motoristas têm receio de ser multados. "Os radares e lombadas contribuíram para diminuição do número de acidentes. O motorista diminui a velocidade nestes pontos e com isso, os acidentes", disse o tenente Costa Duarte.Ele afirmou ainda que a avenida Getúlio Vargas é problemática por ficar congestionada à noite e nos finais de semana. Vale lembrar que há três meses, quatro jovens morreram em um acidente nesta avenida. Para o presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, a única forma de conscientizar de que a velocidade representa um risco de vida para motoristas são as multas, além do risco se estender para os pedestres. "É uma luta de todo o País para diminuir o número de acidentes no trânsito. E a única forma de conscientizar é mexendo no bolso, por isso existem as multas", finalizou o presidente da empresa.
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