Além do problema com a meteorologia, ritmo das obras terá que acompanhar o fluxo de caixa da administração municipalDepois da Lei de Responsabilidade Fiscal, a chuva é o mais novo carrasco da administração municipal. As duas obras de porte do governo do prefeito Nilson Costa (PPS) - o prolongamento da segunda pista da avenida Nuno de Assis e a interligação da avenida do Oeste com a Nações Unidas - estão praticamente paralisadas.Segundo o secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, a chuva é a principal culpada pela paralisação. No cenário de fundo da situação está a Lei de Responsabilidade Fiscal, que só permite a contratação ou sequência de uma obra se houver fluxo de caixa garantido.As obras de interligação das avenidas do Oeste e Nações Unidas estão totalmente paralisadas. Avaliadas em cerca de R$ 1 milhão, a conexão entre as duas vias depende do término da canalização de trezentos e cinquenta metros lineares do córrego Água do Castelo.Parte do canal já está canalizado. A previsão do secretário é de que entre março e abril do ano que vem a interligação das avenidas será liberada provisoriamente. Uma lage servirá de ponte entre a pista descendente da avenida do Oeste (bairro-centro) e a rua Alves Seabra.No sentido inverso (centro-bairro), a Prefeitura vai melhorar as condições de tráfego na rua Vicente Barbugiani, que desemboca na pista ascendente da avenida do Oeste.Nuno de AssisJá nas obras de prolongamento da segunda pista da avenida Nuno de Assis, a única movimentação existente no local é de um pequeno grupo de funcionários da Prefeitura que está concretando placas que serão utilizadas nas paredes laterais do rio Bauru. A obra está avaliada em R$ 900 mil.Dias prevê que se tudo correr bem o ritmo acelerado do serviço será retomado em fevereiro. A previsão da entrega é para o final do primeiro semestre de 2001. O ritmo das duas obras deverá se acelerar em fevereiro, mês em que a arrecadação da Prefeitura começa a crescer com o pagamento de impostos.Comendador Martha vai ter 2ª pista só em 2004A previsão do secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, para a entrega da segunda pista da avenida comendador José da Silva Martha é 2004. Segundo ele, numa situação mais confortável pode até ser que a obra seja finalizada em 2003.Dias explicou que a determinação do prefeito Nilson Costa (PPS) é objetiva: não se executa nenhum metro de asfalto se as obras de infra-estrutura não estiverem prontas.Pelos seus cálculos, até o meio do ano que vem o Jardim Solange - localizado na margem da avenida - receberá galerias de captação de águas pluviais. A obra, que será financiada a fundo perdido pelo Governo do Estado, vai evitar que as águas das chuvas levem lama para a pista da avenida.Outra obra de porte que só será entregue ao final do segundo mandato de Nilson Costa é o prolongamento da segunda pista da avenida Getúlio Vargas até a rodovia Marechal Rondon. O secretário disse que trata-se de uma obra cara, mas necessária. Aquela é uma região que gera muito emprego, justifica. Embora existam segmentos contrários a execução da segunda pista da Getúlio - por se tratar de uma região nobre da cidade -, Dias explicou que não tem essa visão sectária e caolha. A avenida não é utilizada só por pessoas que residem na zona sul e sim por todos os moradores da cidade, concluiu.
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