A mulher diz que foi ameaçada por um estranho que portava um canivete. O estupro ocorreu na madrugada de ontemA diarista M.N., 41 anos, foi vítima de estupro consumado na madrugada de ontem. Ela disse à polícia que foi ameaçada de morte e obrigada a manter relações sexuais com um homem de aproximadamente 22 anos, de cor parda. O crime aconteceu por volta das três horas de ontem, na rua 19, Núcleo Habitacional Bauru I, região do Mary Dota. A diarista, segundo informou à polícia, caminhava normalmente pela rua quando um desconhecido apareceu e tapou-lhe a boca. Na seqüência, o agressor teria prometido matá-la, caso ela gritasse ou reagisse. Com um canivete, ele teria a arrastado até um matagal, onde praticou o estupro. O desconhecido teria dito, ainda, que ela era mulher do João, referindo-se a um ex-namorado da vítima. A mulher registrou o fato na polícia e passou por exame de corpo de delito. Este é o segundo caso de estupro em menos de uma semana. O estupro anterior foi sofrido pela adolescente J.R.S., 16 anos, moradora do Jardim Godoy, na quinta-feira. De acordo com o que a vítima registrou na Delegacia Seccional, ela estava na casa de uma amiga, no mesmo bairro, quando um desconhecido a chamou pelo nome. A adolescente foi até o portão ver quem era e, já na calçada, foi imobilizada com uma gravata dada por um homem estranho. Ele encostou um revólver na cabeça da garota e mandou que ela andasse ao lado dele, sem gritar.O estranho a levou para um terreno baldio, onde a obrigado a manter relações sexuais. Os dois casos foram registrados na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e estão sendo investigados. De janeiro a outubro deste ano foram registrados 34 estupros pela DDM de Bauru, contra 22 no mesmo período do ano passado, ou seja, um aumento de 55%, conforme balanço divulgado no mês passado. Em geral, o estupro é um crime cometido por amigo, parente ou conhecido da vítima. Quando o estupro ocorre em casa, como em casos de meninas serem estupradas pelos padrastos, o mais comum, em muitos casos a mãe da vítima não delata o ocorrido. O fato só chega ao conhecimento da polícia através de vizinhos, parentes ou até mesmo da escola, que percebe o comportamento diferente da menina.
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