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Daesp cogita venda de aeroporto

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

Processo de venda deve ser iniciado após conclusão da licitação do aeroporto Doutor Leite Lopes, de Ribeirão PretoO Aeroporto Regional de Bauru poderá ser privatizado pelo Estado após a conclusão de suas obras, previstas para meados de 2002. A informação foi prestada ontem por Darío Rais Lopes, superintendente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), órgão ligado à Secretaria de Estado dos Transportes.A privatização do aeroporto bauruense dependerá da condução do processo de concessão do aeroporto Doutor Leite Lopes, em Ribeirão Preto, que terá início em janeiro de 2001 e cuja licitação já está atraindo o interesse de grandes grupos internacionais.A idéia é que a concessão do aeroporto ribeirão-pretano sirva de exemplo para a condução da abertura do segmento aeroportuário paulista ao capital privado. Assim como em Ribeirão Preto, o processo de privatização de Bauru terá como atrativo a possibilidade de explorar serviços não-aeronáuticos.Somente a partir da conclusão da licitação, que acreditamos que esteja pronta nos primeiros meses de 2001, é que teríamos condições de avaliar o processo e as características específicas de Ribeirão Preto e ver aquilo que é possível transferir para Bauru e que é típico dessa região para ser incorporado ao processo, explica Dario Rais Lopes.No caso de Ribeirão Preto, a idéia da Secretaria de Estado dos Transportes é que a concessionária opere, explore e se responsabilize pelo desenvolvimento do aeroporto Doutor Leite Lopes durante 20 anos. Além disso, a iniciativa privada teria obrigações não-aeroportuárias, como implantação de hotel e centros de convenções e comercial.A mudança do enfoque de terminal de passageiros e cargas para pólo de negócios é visto como principal atrativo para a transferência dos aeroportos estaduais para a iniciativa privada, na avaliação do superintendente do Daesp. A partir da assinatura da concessão, as receitas operacionais e os custeios ficarão por conta da concessionária e o Estado receberá o pagamento pela concessão. A principal diferença com as rodovias é que, no caso dos aeroportos, o usuário não pagará a mais pela privatização, isto porque a concessionária conseguirá fôlego financeiro através da exploração de serviços não-aeroportuários, diz Lopes.De acordo com estudos de viabilidade realizados pelo Daesp, Bauru também tem potencial para participar do processo de privatização, agregando posteriormente ao aeroporto atividades não-aeronáuticas e se tornando um pólo de negócios.O processo de privatização do Aeroporto Regional de Bauru, por enquanto, ainda está na fase preliminar porque o objetivo do Estado é concluir e consolidar a concessão do aeroporto de Ribeirão Preto, assim como terminar as obras do centro aeroportuário bauruense.Atualmente, o aeroporto de Bauru encontra-se na segunda fase, o que inclui a construção de pista para táxi e pátio de aeronaves. As obras, a exemplo da primeira etapa, serão realizadas pela empreiteira Leão & Leão, de Ribeirão Preto, com filial em Jaú.Em razão das chuvas, o cronograma da segunda fase está atrasado. A previsão é que os trabalhos tenham início a partir da próxima segunda-feira. Apesar disso, a empreiteira já colocou vigias no local, como forma de inibir rachas que estariam sendo realizados na pista de decolagem de 2.100 metros de comprimento, construída na primeira etapa das obras.Localizado a 18 quilômetros do centro da cidade, o Aeroporto Regional de Bauru já consumiu R$ 7 milhões em recursos destinados pela União e pelo Estado de São Paulo. O investimento total deverá chegar a R$ 25 milhões. O início de operação do centro aeroportuário bauruense foi atrelado pelo Daesp à conclusão da terceira fase, que abrange o terminal de passageiros. Até 2002, acreditamos que Bauru já tenha seu novo aeroporto funcionando, planeja Lopes.

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