Não é novidade esse tema, mas em face da grande discussão da sociedade e até entre assessores do primeiro escalão do Governo Federal, creio valer a pena investigar um pouco mais a questão da privatização no Brasil.O governo FHC intensificou as privatizações. Tem clara postura de transferir à iniciativa privada atividades que em tese não são de competência do setor público.Além desse aspecto, a avaliação que se faz é que, em qualquer esfera de governo, não haveria volume de recursos suficientes para acompanhar a velocidade do mercado. O volume de investimentos seria de tal magnitude que sempre faltariam recursos, por mais fartos que pudessem ser.Portanto, elencamos argumentos que indicam a opção do governo em privatizar: estado mínimo, incapacidade de investimentos, enfim, dentro do modelo neoliberal. Mas tudo seria aceitável se não fossem cometidos erros (involuntários?) no processo. Falamos do modelo de privatização adotado. Erramos ao permitir o uso de moedas podres (títulos públicos com baixo valor de mercado) pelo seu valor de face; erramos em aceitar cláusulas de reajustes anuais nos serviços prestados pelas empresas privatizadas (até então tarifas públicas); erramos em permitir a utilização do ágio (diferença entre o valor mínimo e o valor de aquisição) como redutora no imposto de renda devido; erramos por não privilegiar o trabalhador, garantindo um mínimo de estabilidade para poder se adaptar aos novos donos dos negócios.Poderíamos investigar mais erros, mas fiquemos com esses. Tudo isso é indicativo de revisão imediata do modelo adotado. Diria que até tardio.Mesmo esquentando a discussão na esfera de governo sobre o tema, mesmo o governo fazendo mea culpa, é mais que urgente dar uma resposta objetiva à sociedade: quem errou, por que e se houve alguma ou muitas vantagens pessoais?Governo que quer ser transparente, demonstra tudo à sociedade. (Reinaldo Cafeo - Delegado Corecon)www.economiaonline.com.brcafeo@economiaonline.com.br
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