Provável ajuste de contas pode ter causado a morte das quatro pessoas. Todas receberam vários tiros na cabeçaAvaré - Em menos de 24 horas, a Polícia Militar de Avaré registrou a morte de quatro pessoas, todas com tiros na cabeça. O delegado Sérgio Lemos de Oliveira, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) não descarta a hipótese desses homicídios estarem ligados a um possível acerto de contas.Para sustentar essa suposição, Oliveira leva em consideração o fato de os quatro já terem passagens registradas pelas delegacias da cidade, até mesmo por envolvimento com drogas. Mas, desconfianças à parte, o delegado disse que as investigações já começaram, na tentativa de se obter as respostas para os reais motivos que teriam provocado cada uma dessas mortes.O primeiro a ser encontrado morto pela polícia foi W.P.S., mais conhecido na cidade como Careca, de 17 anos. O corpo, segundo o delegado Oliveira, foi localizado dentro de uma residência, no bairro Santa Elisabete, por volta das 23 horas de anteontem, com cinco tiros na cabeça. Careca já tinha passagem pela polícia em razão de seu envolvimento com drogas.Uma hora e meia mais tarde, ou seja, às 0h45, os policiais foram acionados novamente. Desta vez, o palco dos homicídios - pois foram dois - foi o bairro Duílio Gambini.Carlos Sérgio Custódio de Oliveira, mais conhecido como Kútio, 23 anos, residente no bairro Vera Cruz, e Leandro Aparecido da Silva, o Lê Brejo, 18 anos, morador no bairro Ipiranga, foram mortos por vários tiros, também na cabeça. Ambos, a exemplo de Careca, também foram encontrados dentro de uma residência. De acordo com o delegado Oliveira, Kútio iria completar 24 anos no próximo dia 15. Antes disso, quatro tiros interromperam qualquer possibilidade de uma festa de aniversário. Seu companheiro, Lê Brejo, não teve melhor sorte e foi atingido por cinco disparos, todos na cabeça.Encerrando esse dia trágico para Avaré, a polícia localizou ainda outro corpo de um jovem que estava desaparecido desde o último sábado. Segundo o delegado Oliveira, E.M.S., 15 anos, foi visto pela última vez enquanto passeava pela exposição de gado, realizado anualmente na cidade.E.M.S. residia, segundo a polícia, no Jardim São Paulo e seu corpo foi encontrado próximo ao horto florestal de Avaré, por volta das 17 horas, em uma mata fechada, de acordo com a descrição do delegado. Como o laudo pericial ainda não havia sido divulgado, até ontem à tarde, Oliveira se limitou a informar apenas que o jovem tinha em seu corpo perfurações de bala que variavam de 6 a 8 tiros, alguns deles também na cabeça.Como todas as vítimas eram bastante conhecidas no meio policial, segundo definição do delegado, acredita-se na possibilidade de que haja uma ligação entre esses homicídios. Uma conclusão que somente as investigações policiais poderão confirmar ou não.
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