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Rejeição de contas vai atingir até 30

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Mais de 20 candidatos a vereador terão as contas rejeitadas, segundo a Justiça. Outros 20 sequer deram satisfaçãoA grande maioria dos candidatos a vereador, dos mais de 300 que participaram da eleição deste ano, teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral. Entretanto, entre 20 a 30 candidatos terão as contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral. Outros 20 sequer prestaram contas, desobedecendo a legislação. O balanço é do juiz da 23ª zona eleitoral, Horácio Furquim Guanaes, que terá os nomes dos reprovados hoje, no Cartório Eleitoral. Sobre os que não prestaram contas, o juiz disse que estes podem ficar inelegíveis e até responder por crime eleitoral. Horácio Furquim Guanaes disse que está finalizando a análise dos processos e que a sentença completa será conhecida hoje. Entre os 20 ou 30 processos em que encontrei elementos para a rejeição existem problemas como a falta de conta-corrente em banco, uma exigência da lei, os valores dos extratos não batem com os gastos declarados e em algumas contas aparecem gastos que não foram declarados. Esses motivos embasam a rejeição de conta. Sobre os mais de 20 candidatos que sequer prestaram contas à Justiça Eleitoral, o juiz disse que os processos serão encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em São Paulo. O juiz eleitoral aprovou as contas de mais de 250 candidatos a vereadores, incluindo todos os eleitos para a próxima legislatura, e dos candidatos a prefeito, exceto Carlos Sandrin (PT do B). Ontem à tarde, Horácio Furquim Guanaes ainda analisava aspectos da prestação de contas de Sandrin. A situação das contas não vai atrapalhar a diplomação dos eleitos, inclusive do prefeito Nilson Costa (PPS). A solenidade está marcada para o próximo dia 18 deste mês, às 20 horas, na Câmara Municipal.Gastos dos candidatos A campanha eleitoral deste ano foi, sem sombra de dúvidas, a mais disputada dos últimos tempos em Bauru. Da mesma forma, a campanha eleitoral exigiu muito mais recursos que em anos anteriores, sobretudo dos três primeiros colocados na eleição. Mesmo assim, as declarações dos candidatos a prefeito de despesas com a campanha foram bastante modestas. Entre os candidatos a prefeito, Tuga Angerami (PSB) declarou que foram gastos R$ 114.694,78 na campanha, enquanto que Carlos Sandrin (PT do B) informou apenas R$ 382,00. O candidato do PSB, segundo colocado na eleição, informou à Justiça Eleitoral que foram consumidos R$ 11.444,00 com contratação de pessoal, R$ 4.267,50 com veículos, R$ 9.000,00 com propaganda e publicidade, R$ 15.500,00 com cachês com artistas, R$ 13.458,80 com impressos, R$ 1.115,00 com lanches e R$ 33.865,00 com produção audiovisual. Acrescentando-se outras despesas, o candidato majoritário da aliança Mais Bauru teve despesa de R$ 114 mil. Já Estela Almagro (PT) apontou despesa de R$ 9.850,00 na campanha eleitoral deste ano, enquanto que Thomaz Zamonaro (PRN) informou que foram gastos R$ 5.250,00 no pleito. Apesar dos valores, os partidos e candidatos cumpriram tecnicamente o que determina a Justiça Eleitoral. Dos candidatos a prefeito, Pedro Tobias (PDT) informou a maior despesa (R$ 334 mil), enquanto que Nilson Costa (PPS) declarou R$ 160 mil de gasto e Tidei de Lima (PMDB) R$ 69 mil.

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