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Lesões traumáticas são maior incidência

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

Os sintomas são os mesmos, mas as doenças que causam a tetra e a paraplegia são diversas e os tratamentos dependem de uma equipe completa de profissionaisAs doenças mais comuns que podem levar a paraplegia (paralisia nos membros inferiores), tetraplegia (paralisia nos quatro membros), diplegia (paralisia nos membros superiores), paraparesia e tetraparesia (diminuição de força nos membros) são as de causas traumáticas. Os traumas sob a coluna vertebral, de acordo com o médico neurologista Luiz Carlos Garcia Betting, ofendem a medula espinhal, deixando-a inútil e fazendo com que a pessoa perca os movimentos.Além das causas traumáticas, que são as mais comuns, há também as causas infecciosas e inflamatórias, as doenças degenerativas (auto-imunes), as doenças vasculares e as doenças tumorais. Betting explicou que a prevenção é possível nos casos de traumatismos e nos casos circulatórios. Ele afirmou também que existem casos de traumatismos em que a lesão não é total e não é definitiva, havendo assim possibilidade de restabelecimento.Betting disse que há casos de doenças que o tratamento é exclusivamente clínico, ou seja, um trabalho em conjunto entre vários profissionais da área médica como o neurologista, o ortopedista, o fisioterapeuta, o fisiatra. Em alguns casos de tumores e traumatismos são cirúrgicos, mas mesmo assim, depois do processo de cirurgia, é essencial o acompanhamento desses profissionais, disse.De acordo com Betting, a tetraplegia e a paraplegia são comuns a muitos problemas que têm tratamentos diferentes, alguns que têm solução e outros que não. E há também doenças que são reversíveis e outras que são irreversíveis.Ele explicou, ainda, que os deficientes carecem de cuidados especiais. Eles perdem a sensibilidade, não controlam as fezes e urina, além de ser comum também essas pessoas terem as escaras, que são feridas no corpo, e isso pode levar a pessoa ao óbito, portanto, é necessário ter cuidados satisfatórios, afirmou.O médico lembrou que o homem pode ficar impotente com o trauma, mas não infértil, a mulher também pode gerar um filho, pois não perde a fertilidade, de acordo com ele.Ele falou sobre a importância das campanhas de conscientização. Nós percebemos que há muitos planos em nosso País que favorecem a vida dessas pessoas. Evidentemente esses planos esbarram em condições financeiras, planejamentos mais profundos, mas eu acho que talvez possa não ser feito na quantidade e na qualidade com a qual se deveria, mas existe muita conscientização nesse sentido, disse.Mergulho é a maior causa de acidentesDe acordo com o médico ortopedista Osvaldo Rodrigues Azenha Júnior, nessa época do verão é comum acontecer acidentes de mergulhos em pontes, represas desconhecidas, cachoeiras, rios de pouca profundidade, podendo causar fraturas de coluna cervical. A faixa etária mais comum em que ocorre esse tipo de acidente, de acordo com ele, é entre os 15 anos e 25 anos.Com o impacto do mergulho, explicou Azenha, o indivíduo sofre um trauma na cabeça e causa um mecanismo de flexão forçado do pescoço, fraturando a coluna normalmente entre a quinta e a sexta vértebra cervical, causando a tetraplegia. Nesse momento, uma vértebra escorrega sobre a outra e secciona a medula, que é a continuação do cérebro e de onde sai todos nervos que controlam a movimentação e a sensibilidade do corpo inteiro. Então, não é a fratura em si que faz a gravidade da lesão, e sim o fato de que a fratura provoca uma lesão medular, explicou.De acordo com Azenha, pode acontecer de o acidentado morrer por afogamento, porque a lesão da medula paralisa os músculos e o acidentado não consegue se mover. Se a lesão foi causada por mergulho, ele morre na hora por afogamento, porque a pessoa teve uma paralisia imediata dentro da água, não consegue sair e morre, disse.Lesões chamadas baixas que são as ocorridas nas colunas dorsal ou lombar causam a paraplegia. Esses traumas são causados, normalmente, por quedas de altura em pé, como pedreiros trabalhando em cima de uma casa, por exemplo.A coluna é dividida em quatro regiões: cervical, com sete vértebras, dorsal com 12 vértebras, lombar, com cinco vértebras, e o final, que é o sacro e o cóxis. A fratura, quando a pessoa cai em pé, é normalmente entre as últimas dorsais e as primeiras lombares, causando a paraplegia.

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