A notícia sobre a possibilidade de venda do Bauru Atlético Clube (BAC), aprovada unanimemente por seu conselho deliberativo anteontem à noite, foi recebida com lamento por alguns ex-comandantes do clube. A venda ainda não está certa, mesmo porque a decisão apenas abriu caminho para o recebimento de ofertas de potenciais compradores, mas seu simples anúncio já foi suficiente para repercussões. Tristeza. Essa foi a primeira palavra que veio à cabeça de Arlindo Marques Figueiredo, ex-conselheiro, ex-diretor de patrimônio e também ex-presidente executivo nos tempos áureos do BAC, ao saber da notícia. Não posso dizer que a decisão é precipitada, mas acho que faltou consideração com as pessoas que contribuíram com o engrandecimento do clube. Não fomos ouvidos, mas acho que os ex-diretores deveriam ter participado das discussões, criticou.Por estar distante do clube há muitos anos, Figueiredo poupou comentários em relação aos motivos que levaram a atual diretoria a autorizar a possibilidade de venda. Estou surpreso com tudo isso, lamentou, enaltecendo o BAC como um patrimônio da cidade. Figueiredo esteve no comando do clube na época em que foram construídos o restaurante, a sauna e o ginásio de esportes. Um outro ex-diretor e atual conselheiro, cujo nome ele pediu para ser preservado, também está entristecido com a situação do clube, mas admite que não restou outra alternativa a ser tomada. Essa decisão, amplamente discutida, foi tomada porque nos vimos sem condições de pôr o clube em funcionamento efetivo. Poderíamos tentar parcerias com a iniciativa privada, mas isso revelou-se extremamente difícil. A estrutura física do BAC está muito ruim e as gordurinhas (leia-se resto de dinheiro) de que dispúnhamos foram desastrosamente perdidas por descuidos administrativos, considerou, salientando que foi o único voto contrário à venda na primeira reunião realizada pela diretoria.O conselheiro, que acabou votando favoravelmente, disse que a expansão do quadro de associados seria uma saída para levantar o clube. A total falta de estrutura, no entanto, particularmente a crítica situação das piscinas (principal atrativo para os associados, na opinião dele), não conseguiria aumentar o quadro hoje estimado em torno de 400 pagantes. Acho que o melhor caminho é mesmo a construção de uma sede de campo, onde o BAC terá condições de se reerguer, opinou. A formação de uma nova sede, contudo, estaria condicionada ao futuro preço de venda, cujo lance inicial estaria, extra-oficialmente, girando em torno de R$ 3 milhões.
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