O Conselho Tutelar de Bauru, que há alguns meses vem reclamando de falta de estrutura para atender a população, no início da noite de ontem estava praticamente apelando para conseguir abrigar uma adolescente grávida e seu filho pequeno. A única entidade que abriga meninas em Bauru estava lotada e a opção que sobrava era levá-la ao Albergue Noturno, do Centro Espírita Amor e Caridade.No entanto, o Albergue Noturno, conforme explicou a conselheira tutelar Débora Cristina Fonseca, é um local inadequado para receber uma adolescente grávida e seu filho. Além disso, como a adolescente foi encaminhada ao Conselho Tutelar depois das 18 horas, o órgão não tinha viatura para transportá-la.Uma das principais reivindicações do Conselho Tutelar é uma viatura com motorista para o período noturno. Ontem, Débora e a conselheira de plantão, Rita de Cássia da Silva Lago Garcia, iriam ficar no Conselho Tutelar até a Polícia Militar ter uma viatura liberada para transportar a adolescente e a criança para o albergue.A adolescente, que é de Ribeirão Preto, foi encaminhada ao Conselho Tutelar pela Polícia Militar. Ela contou a Débora que veio a Bauru procurar um parente, mas não o encontrou, ficando sem lugar para abrigá-la e a seu filho. Enquanto Débora fazia companhia à adolescente na sede do Conselho Tutelar, que fica na rua Agenor Meira, a outra conselheira atendia duas outras ocorrências envolvendo meninas que precisavam de abrigo.Situações como a de ontem, em que as conselheiras não conseguem vagas para abrigar menores do sexo feminino e têm que esperar a viatura da Polícia Militar para transportar os adolescentes, em situação de risco, estão sendo constantes, conforme explicou Débora. Por isso, as conselheiras estão preocupadas. Recentemente, a Promotoria Pública deu um prazo de 10 dias, que já acabou, para que a Prefeitura Municipal de Bauru apresente uma resposta às reivindicações de melhores condições de trabalho feitas pelo Conselho Tutelar. Na ocasião da reunião, a presidente do Conselho, Darlene Martin Tendolo, disse que a entidade está completamente sem amparo e sem condições para desenvolver seu trabalho na cidade, que consiste em zelar pelos direitos da criança e do adolescente, protegendo-os e encaminhando-os para suas famílias. Hoje, o Conselho Tutelar deve solicitar verba à Prefeitura para fazer o recâmbio da adolescente. Mas o processo, até a liberação da verba, demora alguns dias, segundo Débora. Enquanto a verba não é liberada, o Conselho Tutelar não tem onde abrigar a adolescente.
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