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Braga discutirá ferrovia em Brasília

Redação
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Em carta enviada no dia 12 ao Ministério dos Transportes, o deputado pediu investigação sobre acidentesO deputado estadual Carlos Braga (PPB) vai ser convidado pela Comissão Parlamentar de Transportes e Viação do Congresso Nacional para participar da audiência pública que discutirá a situação da Ferrovia Novoeste S/A. Braga foi o responsável pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes, da Assembléia Legislativa, que investiga denúncias de irregularidades nas operadoras ferroviárias.Em carta encaminhada no último dia 12 ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, o deputado reiterou providências do governo para investigar os altos índices de acidentes registrados na Novoeste e Ferrovias Bandeirantes S/A (Ferroban), sucessora da ex-Ferrovia Paulista S/A (Fepasa). A carta encaminhada por Braga seguiu para Brasília com recortes do Jornal da Cidade, que noticiou os últimos acidentes ferroviários ocorridos na região de Bauru.Para ele, os acidentes se repetem de maneira vergonhosa e irresponsável, colocando em risco o meio ambiente e a vida dos funcionários das ferrovias. Lembrou ainda que a população das cidades que margeiam os trilhos da Novoeste também está refém da situação crítica em que encontra-se a ferrovia.O deputado lembrou ao ministro que as autoridades municipais e estaduais de São Paulo, os sindicatos ferroviários, a população e a imprensa estão acompanhando com muita atenção as ocorrências relativas à operação da Novoeste e Ferroban. Inclusive o fato agravante de que a Novoeste também não está cumprindo as normas contratuais referentes aos pagamentos da concessão.Braga ainda citou no ofício o fato de a Ferroban ter interditado a passagem em nível que liga a região do núcleo habitacional Mary Dota ao Distrito Industrial, prejudicando mais de 20 mil moradores que se utilizam do acesso diariamente. A empresa alega irregularidades da parte da Prefeitura. Mas a Prefeitura informa que o termo de permissão encaminhado pela Ferroban exige que a administração se responsabilize por mais quatro passagens em nível localizadas em pontos de intenso tráfego da cidade.Para o deputado, a privatização das ferrovias colocou não só os ferroviários em situação difícil. Elas ainda permanecem assombrando a população de todas as cidades que têm sua área central cortada pelos trilhos e estão sujeitas aos acidentes de descarrilamento e outros decorrentes das passagens em nível e cancelas sem manutenção.

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