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Gosolina O ideal é usar aditivada sempre

André Tomazela
| Tempo de leitura: 4 min

A gasolina aditivada é mais cara do que a gasolina comum. O fator preço faz com que a maioria dos proprietários utilizem muito mais a gasolina comum, apesar de a aditivada ser a mais recomendada pelas montadoras por possuir propriedade detergenteDe acordo com o gerente de serviços da Disbauto, André Luís Mizokami, o ideal é reabastecer sempre o reservatório de combustível com gasolina aditivada. Isso porque ela tem uma ação detergente, limpando os compartimentos internos do motor. Quem não tem possibilidade de abastecer com a aditivada pode fazer uma espécie de rodízio, reabastecendo três vezes com a gasolina comum e uma vez com a aditivada. Outro detalhe importante é esperar o tanque de combustível chegar bem perto da reserva para reabastecer. Isso evita que fique no reservatório quantidade muito grande de gasolina velha (em processo de oxidação), que pode contaminar a gasolina recém-colocada. Uma prova importante e fácil de ser realizada para saber se a gasolina oxidou é verificar a coloração da mesma: quanto mais amarelada ficar o produto maior a possibilidade de estar em processo de oxidação.Se a gasolina ficar oxidada, inicia-se a formação de goma, que em contato com os bicos injetores do carro e com alguns compartimentos de injeção, entope os orifícios e compromete o funcionamento dos mesmos. Para evitar o entupimento, a orientação é que, a cada 30 mil quilômetros se faça uma limpeza de bicos injetores. Isso porque, além dos problemas decorrentes da oxidação, há a questão do adulteração da gasolina, muito freqüente hoje em dia, e que está sendo fiscalizada e combatida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A ANP é uma autarquia integrante da Administração Pública Federal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que tem por finalidade promover a regulação, a contratação e a fiscalização das atividades econômicas integrantes da indústria do petróleo.A adulteração na qualidade da gasolina, com teor elevado de álcool e mistura com solventes, causam problemas nos motores e aumento da emissão de poluentes.A ANP está tentando resolver este grave problema através da instituição de um programa de acompanhamento dos fluxos de massa, regulamentação e monitoramento do mercado de solventes, realização de campanhas de fiscalização, monitoramento estatístico da qualidade e programas de cooperação e convênios com outras instituições. O que diz o manual do proprietárioSomente deve ser utilizada gasolina do tipo C, sem chumbo, com 24% de álcool etílico anidro.O uso de gasolina com maior ou menor proporção de álcool somente deve ser feito em situação de emergência. Neste caso, o veículo deve ser conduzido em regime médio de rotações do motor e com pouca carga. As acelerações excessivas e cargas acentuadas podem ocasionar avarias no motor. Logo que possível reabastecer o reservatório com a gasolina recomendada.Veículos com catalisador podem ser operados somente com gasolina sem chumbo. Um simples abastecimento com gasolina com chumbo é suficiente para reduzir a eficácia do catalisador, que começa a soltar no ambiente alto teor de substâncias poluentes.AditivosO comportamento, o rendimento e a longevidade do motor dependem, em grande parte, da qualidade do combustível. Desempenham aqui, um papel importante os aditivos próprios da gasolina. Recomenda-se, pois, que se abasteça o veículo em postos que já forneçam a gasolina aditivada pela própria Companhia Distribuidora de Petróleo. Estes aditivos protegem da corrosão, limpam o sistema de combustível e evitam sedimentos no motor.Como surgiram os aditivos da gasolinaNa década de 50, foram lançados nos Estados Unidos os aditivos detergentes, que eram compostos à base de produtos de origemanimal. Esses compostos, de baixo peso molecular e pouca estabilidade térmica, apresentavam bom desempenho na limpeza de carburadores, mas não eram tão eficientes quanto aos coletores e válvulas de admissão.Na década de 70, também nos Estados Unidos, foram lançados os aditivos detergentes/dispersantes de alto peso molecular e quimicamente estáveis que, além dos carburadores, mantinham limpas as válvulas de admissão.Em meados de 80, com o crescente uso do sistema de injeção eletrônica multiponto, em substituição ao de injeção simples, verificou-se que estes aditivos apresentavam nível de desempenho bem inferior àquele constatado nos sistemas carburados. Os fabricantes de aditivos novamente promoveram ações no sentido de adequar seus produtos às novas exigências de mercado. No final da década de 80, observou-se que alguns poucos tipos de motores, principalmente os da marca BMW, apresentavam depósitos nas válvulas de admissão. Esses depósitos tinham morfologia diferente daqueles encontrados nos carburadores, e afetavam a dirigibilidade do veículo durante a fase de aquecimento do motor. Tal fato levou os fabricantes de aditivos a desenvolverem pacotes eficazes no controle da formação de depósitos nas válvulas de admissão dos motores BMW.Em função da evolução dos aditivos detergentes para veículos automotivos, existem hoje disponíveis no mercado diferentes gerações de aditivos, desde as primeiras aminas que surgiram no mercado (1ª geração), até os atuais detergentes/dispersantes de última geração.Basicamente, existem dois tipos de aditivos: aqueles que alteram as características físico-químicas do produto e os que melhoram o desempenho do veículo, sem alterar tais características. É procedimento usual no mundo a utilização da primeira classe de aditivos pelo refinador de petróleo e a segunda pelas distribuidoras. Desta forma, aditivos do tipo melhoradores de octanagem ou estabilizantes são adicionados nas Refinarias, enquanto os aditivos detergentes, anti-corrosivos e dispersantes são adotados pela companhias distribuidoras de derivados.

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