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Óleo Troca exige cuidados

André Tomazela
| Tempo de leitura: 5 min

Na hora da troca ou reposição de óleo para o motor é melhor entrar em contato com a concessionária ou ler o manual do proprietário para saber o tipo de óleo adequado. Utilizar óleo errado pode danificar o motor do seu carroVocê pára num posto de gasolina e o frentista, ao medir o nível de óleo, diz que está faltando meio litro. O que você faz? Coloca meio litro de um óleo de uma marca que nem conhece ou diz que não vai colocar uma marca que não conhece e que pode não estar de acordo com as especificações do motor? Tomara que você opte pela segunda opção.Qualquer tipo de motor exige um tipo de específico óleo. As montadoras fazem parcerias com os as indústrias químicas para a fabricação do óleo lubrificante adequado para aquele tipo de motor.Atualmente, existem diversas classificações de óleos lubrificantes. Todos começam com a sigla S, acrescida de letras de A a J. O óleo SJ, por exemplo, é o mais avançado do mercado, hoje. Motores que utilizam óleo SJ não podem recebem óleos com especificação mais baixa, como o SH, por exemplo. As siglas de A a J, significam evolução na qualidade do lubrificante. Os lubrificantes com especificação técnica mais perto de A são os mais antigos e menos avançados tecnologicamente.Consumo natural de óleoTodo o motor consome naturalmente certa quantidade de óleo e requer uma complementação nos níveis do produto. Para efetuar a reposição do óleo, é preciso tomar alguns cuidados, principalmente quando essa reposição for realizada em postos de gasolinas. De acordo com o gerente de serviços da Disbauto, André Luís Mizokami, quando o carro pára, uma grande parte do óleo se encontra ainda na parte superior do motor e demora um certo tempo para abaixar, ou seja, voltar para o cárter (receptáculo onde fica armazenado o óleo que é bombeado para o motor quando o veículo entra em funcionamento). E quando a vareta é puxada para efetuar a medição, com certeza o que lê não é a quantidade correta do produto, dando erroneamente o indicativo de que o veículo precisa de meio litro de óleo, afirma Mizokami. O perigo de colocar mais óleo do que o necessário, além da possibilidade de estar colocando o produto errado, é que o excesso causa o chamado calço hidraúlico: o motor pode fundir por excesso de óleo. O motor do veículo pode travar não apenas por falta, como também por excesso de óleo, explica.Para que a medição seja fidedigna, o ideal é esperar de três a cinco minutos para fazer a medição, tempo necessário para o óleo em circulação voltar para o cárter.A troca no tempo certoA utilização do óleo correto para determinado tipo de motor faz com que a troca de óleo seja necessária apenas no período apontado no manual do proprietário. No motor Zetec RoCam, que equipa carros da Ford, se o óleo correto for utilizado, a troca precisará ser realizada quando o motor atingir 20 mil quilômetros rodados. Se, no entanto, for utilizado um óleo com especificação técnica inferior ou diferente, a troca poderá ser necessária com quilometragem bem menor (antes de atingir 20 mil km).Manual do veículoUma recomendação de extrema importância, de acordo com Mizokami, é que os proprietários dos veículos de qualquer marca, leiam sempre o manual do veículo, onde constam todas as especificações para os produtos que podem ser utilizados, principalmente os óleos lubrificantes. Os brasileiros não tem o hábito de utilizar o manual. Geralmente nas páginas finais dos manuais figuram os tipos de óleos específicos para câmbio, motor, referencial, para tudo. Se todos os proprietários seguissem as orientações dos manuais, não haveria tantos problemas nos veículos, comenta.Uma outra forma de não estragar o motor do carro é fazer as trocas de óleo nas concessionárias da marca. Hoje em dia, de acordo com Mizokami, o preço dos serviços nas concessionárias não são tão altos como no passado. Outra dica para proteger o motor é seguir à risca as indicações para a troca de óleo que constam no manual do veículo. Geralmente, só completar o nível de óleo quando este abaixa. O procedimento não é adequado e pode levar o motor a fundir em função dos resíduos provenientes do óleo velho, que provocam a oxidação do produto e o travamento do motor. O óleo, como a gasolina, oxida, perdendo suas funções originais. Quando as trocas não são feitas no período indicado, o óleo vai ficando velho e formando uma borra (massa dura), que fica na superfície de algumas peças do motor. Com o tempo, essa massa chega até a fundir o motor, explica Mizokami. Aditivos de lubrificantesA regra geral para não provocar danos ao motor é colocar aditivos apenas se a montadora do veículo autorizar e, até mesmo, solicitar. A Ford, por exemplo, não aconselha o uso de aditivos nos lubrificantes. Alguns produtos em vez de promover a limpeza, entopem os orifícios do sistema de injeção eletrônica do veículo.O que diz o manual do proprietárioOs melhores tipos de óleos, que são mais recomendados pelas montadoras, são os produtos multiviscosos com alto poder lubrificante, que atendem às especificações constantes no manual do seu veículo. Antes de comprar o produto para reposição é bom entrar em contato com a concessionário para melhor se informar sobre tipos e marcas de óleo que são adequados para a utilização no seu veículo. Como verificar o nível de óleoÉ normal o motor consumir óleo. Esse consumo pode atingir 1,0 litro aos 1000 km. Em função desse gasto natural é necessário verificar o nível do óleo do motor sempre que for reabastecer o veículo ou antes de viagens longas.Para a medição do nível de óleo do motor o veículo terá que estar na posição horizontal. A medição deve ser efetuada apenas depois de parar o motor, de preferência após alguns minutos, a fim de que o óleo em circulação regresse ao cárter.

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