Ex-repórter esportivo, vereador eleito já foi vaiado no Pacaembu pelas torcidas do Palmeiras e São Paulo, durante final de 72O vereador eleito Faria Neto (PDT) já foi prefeito da vizinha cidade de Avaí, no período de 1983 a 1988. Em 92, elegeu-se pela primeira vez à Câmara Municipal de Bauru e, quatro anos depois, em 96, disputou a Prefeitura pelo PMDB, na qual saiu derrotado das urnas. Mas ele afirma que a eleição mais difícil de sua vida foi a de outubro passado. A disputa por uma das 21 vagas do Legislativo foi acirradíssima. Cerca de 350 candidatos entraram no páreo.Natural de São Luiz do Guaricanga -patrimônio localizado nas proximidades de Avaí -, Faria Neto considera-se um homem de sorte. Quando sua mãe iniciou as contrações para o trabalho de parto, seu pai laçou o cavalo para buscar a parteira. Os dois chegaram na hora h. Filho de um fervoroso janista, a política foi assunto que ele assimilou desde a infância. Meu pai sempre foi janista. Eu tive também um tio adhemarista, lembra.Além da política, outro fato marcante na vida do pedista foi o rádio. Ele se iniciou nos microfones em Pirajuí, em 68, quando um locutor da rádio local faltou ao programa Juventude em Brasa. Eu era técnico de som e fui escalado de surpresa pelo diretor artístico da emissora para fazer o programa. A partir daí, sua relação com o rádio foi muito forte.Em 1972, já na PRG-8 (Bauru Rádio Clube), Faria foi a São Paulo transmitir o jogo Palmeiras e São Paulo, final do campeonato paulista. Repórter de campo, entrou no gramado do Pacaembu e se deparou com o craque Ademir da Guia, o divino, que passou a entrevistar. Só depois fiquei sabendo que a entrevista não foi ao ar porque não apertei direito o botão do microfone sem fio, lembra.Se já não bastasse a entrevista fantasma, o pedista foi o último repórter a deixar o campo, motivo pelo qual foi vaiado pelas duas torcidas que queriam ver o início do jogo. E mais: ao notar o fora, tentou sair rapidinho do gramado, mas tropeçou, caiu e esparramou a parafernália técnica pelo campo. Alguns jogadores do Palmeiras me ajudaram a recolher as pilhas e o microfone. Foi uma vergonha.Sem mágoasEleito com 2.257, Faria garante que retorna à política sem mágoas da penúltima eleição, em 1996, da qual saiu derrotado das urnas depois de disputar a Prefeitura pelo PMDB. Ele lembrou que 15 dias antes do pleito, o então candidato a prefeito pelo PSDB, Ricardo Carrijo, o convidou para se juntar aos tucanos e renunciar sua candidatura. Consultei o partido e o prefeito Tidei de Lima. A proposta não foi aceita. Eu toparia, mas fui voto vencido.O pedetista diz que não tem mágoas do ex-prefeito Tidei, a quem culpou, logo após as eleições, por não ter conseguido os recursos financeiros prometidos para a campanha.RadiografiaNome: Antonio Faria NetoIdade: 54 anosProfissão: advogadoPartido: PDTEstado civil: casado, uma filhaEscolaridade: universitáriaReligião: católicaSonho político: ajudar a construir um País mais justoSonho de consumo: não temLivro de cabeceira: Estados Unidos - Poder e SubmissãoTrilha sonora: GhostFilme: Lendas da PaixãoÍdolo: Ayrton Senna
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